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30/08/2017

Saiu na imprensa: crise reduz trânsito e demanda por transporte público

A recessão e a crise fiscal fluminense colaboram para a redução do uso do transporte público no Rio de Janeiro. O movimento de veículos no Túnel Rebouças encolheu em 25%, enquanto o MetrôRio perdeu mais de 15 mil passageiros, afirma Paulo Cezar Ribeiro, coordenador de Engenharia de Transporte da Coppe/UFRJ.

O professor alerta para a importância de reorganizar o transporte urbano no Rio antes da retomada da economia, para evitar gargalos em mobilidade urbana. “O movimento do PIB tem um efeito no tráfego urbano, reduz o movimento de carros e pessoas utilizando o transporte público. Temos de preparar a cidade para quando a economia voltar a crescer porque o engarrafamento voltará”, alerta Ribeiro, que participa do seminário “Reage, Rio!”, promovido pelos jornais O GLOBO e Extra, nesta quarta-feira, no Rio.

O presidente do MetrôRio, Guilherme Ramalho, e Vicente Loureiro, diretor-executivo da Câmara Metropolitana do Rio de Janeiro, também participaram dos debates sobre mobilidade urbana no Rio, mediado pela editora de Rio, Gabriela Goulart. Ramalho reconhece que as condições na cidade se deterioraram para o transporte público em consequência á crise.

A linha 4 do Metrô, por exemplo, inaugurada para a Rio 2016, opera com fluxo bem abaixo do estimado em 2011. “Saímos da euforia pré-olímpica para a depressão pós-olímpica, com menos emprego, menos receita, menos movimento no turismo. Para avançar em mobilidade urbana, antes de investir em expansão, é preciso usar melhor o que temos. Acho que deveria ser criada uma entidade metropolitana para cuidar do transporte urbano de forma integrada”, diz ele, defendendo a criação ainda de uma ferramenta de financiamento perene para o setor diferente do subsídio público.

Ramalho destacou que a concessionária vem trabalhando na expansão das conexões com outros meios de transporte, da bicicleta ao veículo privado. Esta semana, o MetrôRio vai anunciar uma parceria com o aplicativo 99, por exemplo. Segundo ele, a cada cinco viagens de metrô, o usuário terá direito a descontos no uso do app.

Para Vicente Loureiro, o planejamento de longo prazo é fundamental para promover a integração física e tarifária do transporte urbano:

“Sabemos que 30% da demanda diária por transporte são de viagens ligadas à educação. Outros 15% a 20% por razões de saúde. Ou seja, é preciso estimular o crescimento econômico das diversas regiões para também desafogar o sistema. Hoje, mais de 75% dos empregos estão concentrados no Centro do Rio”.

Os especialistas admitem que faltam recursos para investir na expansão da rede ou em subsídio a tarifas. Ribeiro, contudo, sustenta que ações rápidas trariam resultados iniciais importantes: “Ações em engenharia de tráfego, com um sistema semafórico que ser adapta ao fluxo de veículos, e serviços de transporte com integração física e tarifária dão resultado”.
Também a segurança pública foi levantada como um entrave ao uso do transporte público, sobretudo no acesso à estações de trem, metrô, barcas ou ônibus.

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