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23/05/2018

Recuperação do setor de transportes ainda é lenta, diz pesquisa CNT

Neste ano, o setor de transporte teve uma ligeira alta de 2,3% no volume de serviços e de 8,7% na receita nominal.  Mas, é bom lembrar que, em 2016, foi registrada uma queda de 6,8%, segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

A pesquisa também mostra que, em 2017, as empresas de transporte aumentaram, de maneira tímida, o ritmo de aquisições de veículos para transporte de cargas e de passageiros.

No ano passado, foram registrados 88,62 mil licenciamentos de caminhões, ônibus e implementos rodoviários no Brasil. Um crescimento de 4,4% em relação a 2016. Mas, em comparação com 2013, o dado chegava a 154,58 mil licenciamentos registrados.

A queda no número de licenciamentos afetou o tamanho e a idade da frota nacional. Em 2017, a frota circulante total de veículos aumentou 1,2% se comparada com 2016. Já a frota de caminhões teve crescimento de apenas 0,2% e a de ônibus registrou queda de 0,9%.

A CNT aponta que, devido à crise econômica e ao aumento de registros de roubos de cargas no Rio de Janeiro, a recuperação do fluxo do transporte rodoviário em 2017 está mais lenta e se mantém em índices negativos.

Enquanto São Paulo e Paraná registram alta de 2% e 3,8% respectivamente, o Rio apresenta uma redução de 1,5%.

 Investimentos em queda

O levantamento da CNT também aponta que os investimentos públicos federais em infraestrutura de transporte vêm sofrendo redução, comparados há seis anos.

Esse é o percentual investido do Produto Interno Bruto (PIB) no setor:

  • 2012: 0,25%
  • 2016: 0,18%
  • 2017: 0,16%

Ainda de acordo com a entidade, seria necessário cerca de R$ 1 trilhão para a solução dos problemas da infraestrutura no Brasil. E, se o país continuar nesse ritmo de 2017, o país levaria cerca de 100 anos para a realização de todas as intervenções identificadas no Plano CNT de Transporte e Logística.