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10/10/2017
Educador no transporte? Haja coração!

João Rodolfo

Haja coração para aplicar avaliação prática nos candidatos a motoristas que chegam às empresas de ônibus, quase todos os dias.

Imagine, colocar um veículo gigantesco nas mãos de uma pessoa que você nunca viu. Essa mesma pessoa, aspirante a motorista de ônibus, terá as habilidades de direção testadas, seja dentro da garagem ou numa rua deserta.

Após aprovado no teste prático e demais etapas do processo de seleção, agora, o pretendente ao cargo de motorista vai se tornar aluno dentro de empresa.

Ele precisa se familiarizar com os modelos de ônibus que a contratante possui, conhecer os trajetos e os pontos de paradas das linhas onde irá atuar (“correr linha”), se habituar com as regras de direção específicas para o transporte de passageiros, o manuseio dos modelos de elevador de cadeirante, etc.

“Eu mesmo já participei de algumas aulas práticas e “haja coração” a cada poste ou muro que se aproxima, cada pedestre ou ciclista, cada curva sinuosa! Ainda bem que o educador está ali!”

Além dos aprendizados técnicos, o motorista do transporte de passageiros por ônibus precisa dominar:

  • Legislação de trânsito;
  • nomenclaturas dos vários tipos de painéis;
  • técnicas para condução econômica;
  • dicas de direção preventiva;
  • conhecimentos de mecânica básica para percepção e notificação de defeitos;
  • normas da empresa;
  • procedimentos para excelência no atendimento a clientes;
  • documentação obrigatória, etc.

E quem tem o papel de abrir o caminho para o acesso a essas informações? Sim! O nosso herói, o educador, que atua nos treinamentos de integração na empresa, nas atualizações, na Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) e em outras ações educativas.

“Mas a função acaba por aí? Lógico que não! Haja coração! rs”

É hora de somar parcerias com o setor de monitoramento e câmeras, de disciplina e outras áreas nas empresas de ônibus.

Ou mesmo assumir um pouco o papel de inspetor, fiscal, monitor e até psicólogo, para testar se todo conhecimento transmitido é aplicado no dia a dia.

Nesse momento, avalia-se se todo o trabalho de planejamento educacional surtiu resultado. E, caso isso não tenha ocorrido, em algum ponto, o nosso facilitador precisa de muita sabedoria.

De maneira bem empática e firme, o multiplicador precisa trazer a consciência de que seu colega de trabalho agiu de maneira imprópria e precisa mudar de comportamento, ou assumir as consequências de seu erro.
Esse é o resumo das atividades do educador. Realmente, vai além das descrições que a Lei 12.302, de 2010, determinou, ao regulamentar a profissão de Instrutor de Trânsito.

Meus parabéns àqueles que ficam eternamente na lembrança de centenas e até milhares de alunos, ou seja, os motoristas de ônibus.

Orgulho-me de ter o privilégio de atuar ao lado de profissão tão nobre. Haja coração! Parabéns, educadores!

jr
João Rodolfo

Analista de Projetos Educacionais da UCT e pós-graduado em Gestão Estratégica de RH.