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24/03/2016

O setor de transporte está a caminho do futuro?


Você, rodoviário, já parou para imaginar como sua carreira estará daqui a 20, 30 anos? Percebeu como o mercado de trabalho mudou em menos de uma década? Estas perguntas, que transitam entre o passado e o futuro, ajudam a refletir o presente.

Uma coisa é fato: o mundo não é mais o mesmo, e isso vale também para o setor de transporte de passageiros. Mas, calma! Há um grupo de especialistas, em vários países, que está de olho, de maneira geral, nesse furacão de novidades.

Daqui a cinco anos, 35% das competências tradicionais já terão sofrido alterações no mercado de trabalho. Muitas aptidões vão caminhar para outro rumo, devido às inovações tecnológicas em diversas áreas. Nessa esteira, as profissões também vão mudar e algumas até vão deixar de existir.

O desenvolvimento vai transformar a forma como todos nós trabalhamos. Nessa onda, as habilidades vão ter que acompanhar o novo som da banda. Ninguém vai querer ficar igual aos músicos, no filme “Titanic” (de James Cameron, 1997), que tocavam enquanto o navio afundava, não é?

Então, fique ligado nas previsões do relatório “O futuro dos empregos” (The future of jobs, em inglês):
– Se negociação e flexibilidade estavam no topo da lista de habilidades para 2015, no futuro, a previsão é que elas percam espaço, cada vez mais, para criatividade e pensamento crítico.
– A inteligência emocional, que não estava entre as 10 mais, no ano passado, já vai ser uma das queridinhas em 2020.

Entenda que criatividade é a capacidade de criar algo novo, mas, nem sempre do zero. Por causa desse pensamento, muita vezes, as pessoas não se acham criativas. Ser criativo é também encontrar alternativas e moldá-las a nosso gosto para solução dos problemas, principalmente quando faltam recursos.

Foto: Arquivo UCT
Foto: Arquivo UCT

Já o pensamento crítico é a forma de avaliarmos as crenças (inclusive as nossas) a todo momento; é abaixar a guarda diante daquilo em que se acredita; é passar a escutar o outro; é analisar a situação sob pontos de vista diferentes; é questionar certezas e desconfiar do que é óbvio.

A inteligência emocional, segundo Daniel Goleman, considerado o “pai” do termo, é a capacidade de usar as emoções ao seu favor e de compreender as pessoas. Aliás, cativar os parceiros no trabalho e estimular equipes são habilidades que também fazem parte da rotina de todo rodoviário, não é mesmo?

Empregos na direção defensiva

Um outro estudo, realizado na Austrália, analisa as mudanças que vão atingir os empregos daqui a 20 anos. A pesquisa dá a dimensão das principais transformações. Muitas delas podem impactar diretamente o setor de transporte.

A robótica vai impulsionar a produção de veículos autônomos e não tripulados. Mas alguém vai precisar operar essas máquinas, mesmo que esteja dentro da empresa.

A previsão é que, em 2035, ônibus, caminhões, navios e aviões poderão ser operados por funcionários em escritórios ou via home office, a milhares de quilômetros do veículo.

Mas não é o fim do mundo. O estudo pondera que, por mais que certas habilidades sejam transferidas para as máquinas, novas habilidades também serão exigidas daqueles, que, por exemplo, forem conduzir um ônibus, mesmo que a distância.

Fonte: http://www.weforum.org/agenda/2016/02/these-scientists-have-predicted-which-jobs-will-be-human-only-in-2035
http://ofuturodascoisas.com/que-novos-empregos-vao-existir-em-2035/
http://www.weforum.org/agenda/2016/01/the-fourth-industrial-revolution-what-it-means-and-how-to-respond

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