UCT Digital

Home » UCT Digital – Blog - página 30

blog

21/02/2013
Você faz parte de um grupo ou de uma equipe?

Willyans Coelho – Psicólogo e MBA em Gestão pela FGV

Você vai ler:

O trabalho coletivo é essencial para qualquer organização.

Trabalhar em grupo é diferente de trabalhar em equipe.

A sinergia é o fator mais importante no trabalho em equipe.

O trabalho coletivo é a essência de qualquer organização. Saber trabalhar em harmonia com outras pessoas é uma característica fundamental ao profissional e, atualmente, muito valorizada no mercado de trabalho.

Do que poucas pessoas se dão conta é que existem maneiras diferentes de atuar coletivamente. É comum utilizar os termos “trabalhar em grupo” e “trabalhar em equipe” para qualquer atividade coletiva. Deve-se atentar, porém, para o fato de que essas são definições distintas, que precisam ser compreendidas para o melhor engajamento das pessoas que estão envolvidas no processo produtivo.

Por trabalho em grupo, entendem-se aquelas atividades coletivas que são realizadas por duas ou mais pessoas em constante interação e que estabelecem um certo grau de interdependência. Entretanto, nesse tipo de relação, cada um procura atingir seus objetivos pessoais. O ponto mais importante é trocar informações para que cada membro alcance o seu melhor desempenho.

Por outro lado, quando se fala no trabalho em equipe, entra em cena um novo fator: a sinergia. Esse elemento modifica totalmente a finalidade do trabalho coletivo, que passa a ter como resultado mais do que a soma das contribuições individuais de cada membro. Portanto, equipe corresponde a um conjunto de pessoas que trabalham coletivamente para que o resultado a ser alcançado supere a somatória das contribuições individuais.

Mas atenção! Não existe o melhor método. Para determinadas tarefas, a melhor estratégia será formar um grupo; em outros momentos, uma equipe poderá gerar melhores resultados. A opção por um dos métodos deverá ocorrer a partir da análise de questões como resultados esperados, tempo disponível, características pessoais dos integrantes, dentre outros fatores.

O mais importante é que você compreenda que há diferença. Quando estiver participando de um trabalho coletivo, procure identificar se você está inserido em um grupo ou em uma equipe e, a partir daí, defina a sua forma de participação. Não importa, um ou outro: procure sempre dar o melhor de si. Os resultados dependerão de você!

Lembre-se:

Você deve explorar ao máximo o trabalho coletivo.

 Identifique se o trabalho é em grupo ou em equipe e, a partir daí, defina a sua forma de engajamento.

 No trabalho em equipe, o fator mais importante a ser desenvolvido é a sinergia entre os integrantes.

E você:

Reconhece quando está trabalhando em grupo ou em equipe?

 Sabe o que fazer em cada uma dessas situações?

 Consegue definir quando é melhor utilizar um método ou outro?

 Estimula a sinergia quando deseja trabalhar em equipe?

É expressamente proibida qualquer reprodução sem autorização prévia por escrito.
© Todos os direitos reservados. www.rh.com.br

18/11/2012
Artigo analisa a relação entre comportamento e segurança viária

Cassiano Ferreira Novo - Ex-diretor de Educação da Escola Pública de Trânsito na Setran

Fala-se muito que o comportamento humano é o principal fator que influencia nas colisões de trânsito. Sim colisões! A palavra acidente deve ser “extinta”. Muito se discute sobre esta questão, mas pouco esforço é despendido.

A palavra acidente representa algo inevitável, imprevisível e fortuito. Alguns sugerem a substituição pelo conceito de evento de trânsito, outros por colisão de trânsito. Existe uma resistência para a utilização da palavra colisão, pois geralmente é utilizada para tipificar a colisão de trânsito: colisão frontal, lateral, transversal, etc.

Já a palavra evento possui relativa resistência por ser utilizada muitas vezes em outros contextos, além do trânsito. Os dois conceitos são bons. Eu utilizo em minha prática colisão.

É consenso entre especialistas e educadores que a palavra acidente não é adequada, porque podemos evitar e prevenir sim! Mas por que não temos hábitos preventivos? Por que resistimos na adesão de atitudes preventivas? Por que nossa cultura de segurança é imatura?

É preciso mudar! Para mudarmos para uma cultura de segurança mais preventiva, devemos começar por nós mesmos! Afinal, qual é o seu perfil em relação à cultura de segurança e como você pode mudá-lo?

Mudar o comportamento não é fácil. Estamos inseridos dentro de uma cultura muito imatura em relação à prevenção e temos uma percepção de risco pouca desenvolvida.

Foto: Arquivo UCT
Foto: Arquivo UCT

Veja abaixo algumas características culturais para refletirmos sobre o quanto nossas atitudes influenciam na segurança viária e como podemos mudá-las. É preciso aprofundar sobre a questão de como mudar comportamentos, aproveitando o tema da Semana Nacional de Trânsito 2015:Seja você a mudança no trânsito!

Uma parte das pessoas acredita que as colisões de trânsito acontecerão apenas com os outros, como se estivessem imunes aos riscos do trânsito. Aceitam a violência do trânsito como um destino já escrito previamente, não tendo o poder de sermos protagonistas de nossa própria existência.

Acreditam que conseguirão controlar totalmente os riscos no trânsito ou que sua fé irá salvá-los, não necessitando buscar uma formação e melhoria contínua em relação às atitudes de prevenção.

Quando acontece a colisão, vem o arrependimento e culpa numa tentativa de voltar no tempo e corrigir o comportamento de risco executado que teve influência na colisão de trânsito. Mas agora é tarde! Essa é uma cultura reativa e primitiva onde o número de colisões e mortes possui um elevado índice. Espera-se acontecer para ver o que fazer. Você é assim?

Outra parte possui um comportamento que varia conforme a percepção de controle externo (fiscalização e punição) de sua conduta.

Caso perceba que existe um Agente de Trânsito ou equipamento de fiscalização na via pública, irá ajustar sua conduta enquanto conduz seu veículo ou corrigir sua possível irregularidade conforme as leis de trânsito e outras normas sociais, entre as condutas estão:

– colocar o cinto de segurança,

– diminuir a velocidade,

– deixar de utilizar o celular,

– parar de comer ou beber (bebida alcoólica ou não),

– dar seta para trocar de faixa ou deixar de realizar uma conversão proibida,

– não avançar o sinal vermelho ou a preferencial,

– abaixar o som que está muito elevado,

– respeitar ciclistas e pedestres,

– respeitar a sinalização, assim por diante.

Quando não percebe a figura da fiscalização, retorna a realizar suas condutas de risco. Aqui o perfil do condutor contempla também o condutor contumaz, que repete constantemente suas infrações e que geralmente está assistindo as aulas de reciclagem no Detran.

Você já fez o curso de reciclagem? Esses condutores falam sempre em indústrias da multa e não estão muito permeáveis às campanhas educativas de trânsito, mesmo aquelas consideradas mais “fortes”, que mostram colisões e sangue (essas sensibilizam no momento e depois os condutores voltam a executar suas condutas de risco, pois são hábitos enraizados que não se mudam com campanhas pontuais).

Nesse caso a fiscalização permanente e a certeza da punição são os melhores caminhos de curto e médio prazo, pois não houve e não há ainda um trabalho de base de educação para o trânsito em todos os níveis de ensino, bem como o mau exemplo está vindo da própria família e dos líderes sociais.

Mas hoje no Brasil a impunidade impera no trânsito e os assassinos ficam imunes por uma legislação pífia em relação às punições. Aqui nesse perfil justificam-se comportamentos para não levar multas e punições. Você é assim?

Outra parte já possui uma cultura de segurança mais madura. Quando são questionados sobre o porquê que realizam condutas seguras ou não realizam condutas de risco suas justificativas giram entorno de uma percepção de cuidado e proteção a sua vida e das pessoas que amam.

Aqui a proteção e segurança são importantes. A segurança viária é percebida como um valor, dando abertura para atitudes de prevenção. Mas ainda não está completo, pois o cuidado é apenas consigo e com as pessoas que ama. É preciso ir mais longe, promover a proteção e o cuidado mútuo de forma mais ampla, cuidando também de desconhecidos. Você é assim?

Por fim, outra parte possui um comportamento de cuidado mútuo, compartilhando a proteção entre todos. O valor da segurança viária está internalizado de forma semelhante ao grupo anterior, mas o cuidado é ampliado para pessoas desconhecidas também, pois cada pessoa possui uma família por trás que a ama e merece esse respeito. O pensamento coletivo sobrepõe o individual.

São pessoas que se preocupam com a coletividade e estão mais abertas a sugestões de melhoria em relação à prevenção. Essa cultura é uma meta para a segurança viária, pois o índice de violência e colisões é muito baixo, mas é preciso um longo trabalho de base para um cuidado coletivo tão maduro. Você é assim?

A mudança cultural é gradual e é preciso o envolvimento e mobilização de todos! Muitos jogam a responsabilidade para a família ou para a escola, mas o valor da segurança com o cuidado mútuo só será desenvolvido na sociedade com a efetiva aplicação da cidadania. Não apenas na busca de nossos direitos, mas também com o cumprimento de nossos deveres no trânsito. É fácil criticar os outros sem criticar a si mesmo, não é verdade? Vamos à luta?

Enquanto não tivermos o apoio para instituirmos de uma vez por todas a segurança viária como eixo educacional em todos os níveis de ensino, campanhas educativas permanentes, fiscalização mais intensa e a devida punição para os que violentam no trânsito, ficaremos apagando incêndio e enterrando nossos familiares e amigos. A guerra está aí e você, ficará parado aguardando a morte chegar a você ou a sua família?

Seja você a mudança no trânsito!


Fonte: Mudança de Comportamento e Segurança Viária – Observatório Nacional de Segurança Viária.

17/05/2011
A ética no mundo corporativo

Rogerio Martins - Psicólogo e Consultor Empresarial

A ética é, nos últimos tempos, um dos temas mais abordados no meio corporativo. Isso se relaciona com a profunda crise de valores que o ser humano vem passando, e faz com que, cada vez mais, a ética permeie as relações de trabalho. Comportamentos nos negócios que até então eram indiscutíveis, atualmente, geram notícias nos principais meios de comunicação. As recentes descobertas de fraudes em empresas, por exemplo, reacendem a discussão: como manter a ética no mundo corporativo?

A ética profissional está voltada para as profissões e suas associações de classe e a ética empresarial atinge as empresas em geral. A empresa necessita desenvolver-se de tal forma que a ética, a conduta exemplar de seus integrantes, bem como, os valores e as convicções primárias da organização se tornem parte de sua cultura.

Portanto, ética no mundo corporativo prevê uma relação saudável entre capital e trabalho. Envolve o compartilhamento coletivo do sucesso e, também, dos erros.

Para que as organizações mantenham sua conduta ética são necessárias algumas atitudes e cuidados especiais. Inicia-se por uma transparente comunicação interna, capaz de transmitir segurança aos trabalhadores sobre os rumos da organização: diálogo e respeito são essenciais.

A empresa ética também contrata e mantém pessoas que valorizam essa conduta. Para tudo isso, é fundamental uma
liderança preparada não apenas tecnicamente, mas também em suas atitudes. A diferença começa no comportamento de quem está nos mais altos níveis de gerenciamento.

O código de ética surge como um meio de tornar evidentes seus valores e formas de conduta, tornando as relações
internas, assim como as relações com o mercado, mais claras.

A conduta ética também pode ser um bom negócio. Os consumidores valorizam as empresas que apresentam
compromisso e respeito com a sociedade e o meio ambiente. Portanto, ser ético é bom para todos: sociedade, cidadão e empresa.

Lembre-se:

Você tem que compreender e assimilar a ética da sua empresa.
A ética empresarial é mantida por todos os seus profissionais.
Uma comunicação transparente é essencial para a manutenção da ética empresarial.

E você…

Respeita os valores éticos da sociedade em que está inserido?
Promove a valorização do comportamento ético junto aos colegas de trabalho?
Percebe que a conduta ética favorece os negócios da sua empresa?
É expressamente proibida qualquer reprodução sem autorização prévia por escrito.
© Todos os direitos reservados. www.rh.com.br

Os mais lidos