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23/07/2018
O uso de bicicletas na mobilidade urbana

Jeniffer Elaina - formada em Marketing com pós-graduação em Administração de Empresas na FGV

A mobilidade urbana tem sido um dos assuntos mais recorrente entre as pessoas sensatas, assim como o uso de bicicletas para sua melhoria.

A frota veicular, só no ano de 2017, registrou um aumento de 1,37%, fazendo com que passassem a circular nas ruas brasileiras mais de 65 milhões de veículos.

Esse crescimento faz com que, não apenas a emissão de gases poluentes sofra uma alta preocupante, mas também os transtornos e os acidentes de trânsito sejam mais frequentes.

No entanto, o uso de bicicletas vem se mostrando uma excelente solução para a melhoria da mobilidade urbana. Além de promover uma maior possibilidade para o cumprimento do direito de ir e vir, esse é um meio de transporte muito mais econômico e saudável que todos os demais disponíveis.

Os maiores problemas da mobilidade urbana no Brasil e no mundo

Muitas cidades brasileiras estão começando a sofrer com problemas que antes eram exclusivos de capitais maiores, como as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, por exemplo.

O grande número de veículos promove imensos congestionamentos, limitações de locomoção, um maior índice de acidentes de trânsito e o aumento da poluição do ar. Essa última, por sua vez, vem aumentando os registros de problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos.

O problema de mobilidade urbana não é exclusivamente brasileiro. Existem muitos países que se encontraram em situações complicadas relacionadas à mobilidade urbana, mas que viram uma chance de mudar seus cenários no incentivo ao uso de bicicletas .

Alguns bons exemplos são as cidades de Amsterdã, capital da Holanda, onde existem mais bicicletas do que pessoas, e elas são prioridades no trânsito.

Há ainda a cidade de Copenhague, capital da Dinamarca, onde praticamente metade da população utiliza apenas a bicicleta como meio de transporte, tanto para ir trabalhar e estudar como para passeios, e esse número inclui os parlamentares locais.

Passos para otimizar a mobilidade urbana com o uso de bicicletas

O primeiro passo para facilitar a mobilidade urbana com o uso de bicicletas é promovendo vias seguras para que as pessoas possam circular tranquila e facilmente nas cidades.

Outro dos passos que pode e deve ser dado é a informação, pois é preciso que as pessoas realmente entendam a importância e os benefícios de preferir a bicicleta em invés dos veículos motorizados, especialmente para o deslocamento de pequenas distâncias.

O incentivo à substituição do meio de transporte também deve ser feito por meio dos órgãos governamentais, responsáveis pela mobilidade urbana de cada cidade.

Um bom exemplo de incentivo a essa substituição são os roteiros turísticos brasileiros desenvolvidos para bicicletas, que estão se tornando cada vez mais comuns, especialmente nas principais cidades, como o Rio de Janeiro, onde existem diversos pontos em que é possível alugar bicicletas para realização de passeios.

Não podemos nos esquecer do aumento do ecoturismo no Brasil, que incentiva passeios a pé e de bicicleta, para que a experiência seja melhor aproveitada.

Esses são os principais passos para que a mobilidade urbana seja otimizada com o uso de bicicletas, mas cada um pode fazer sua parte, deixando o carro um pouco na garagem.

17/07/2018
Tecnologia como aliada da segurança pública

Editorial - NTU

O nome – “botão do pânico” – certamente não faz justiça ao dispositivo, que poderia se chamar “botão antirroubo” ou “botão seguro”. Mas o fato é que essa tecnologia vem sendo cada vez mais utilizada como parte das medidas de segurança adotadas por empresas e poder público para reduzir os índices de violência no transporte público. O equipamento é uma forma de comunicação direta que pode ser acionada por motoristas ou cobradores para denunciar casos de assalto, arrastão, assédio sexual e outros tipos de ocorrências registradas nos coletivos ou em terminais e estações. Versões digitais do conceito, disponíveis em aplicativos para celular, permitem que usuários do serviço também alertem as autoridades quando há casos de violência.

O botão do pânico já integra as frotas de muitas cidades. Enquanto em alguns lugares foram aprovados projetos de lei que definem a obrigatoriedade da instalação desse equipamento nos coletivos, em outros as propostas estão sendo analisadas. Há ainda cidades que já utilizam a tecnologia por opção das próprias empresas operadoras. As capitais Curitiba (PR) e Goiânia (GO) são exemplos de utilização dessa medida de segurança.

Como Funciona

O botão do pânico pode ser implementado de duas maneiras. A primeira e mais comum consiste na instalação do dispositivo no interior dos ônibus coletivos, em estações ou terminais. Nesse caso, o acessório deve ficar posicionado em local de fácil acionamento, mas não deve ser visível. Em geral, não há um custo extra por ser um item já existente nos equipamentos instalados para o controle operacional e fazer parte de uma série de tecnologias embarcadas de fábrica nos veículos novos, que podem ser ativadas ou não. Veículos de modelos anteriores, já em operação, podem demandar algum investimento para a instalação do recurso.

Em Curitiba, o botão do pânico está instalado desde 2012 em 1.564 ônibus urbanos e 369 estações-tubo, segundo informações do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp). O sistema é disponibilizado ao motorista no interior dos veículos e no posto de cobrança das estações-tubo, que conta com o sistema de câmeras como apoio para fiscalização. O botão é instalado em local estratégico para evitar os disparos acidentais e só pode ser acionado por operadores das empresas de transporte.

Após ativado, o dispositivo utiliza as tecnologias WEB / GPS / SMS para contatar o Centro de Controle de Operações (CCO) da Urbanização de Curitiba (Urbs) e informar a ocorrência. “Quando acionado o botão, surge um alerta na tela dos nossos computadores e um sinal sonoro para avisar sobre o disparo. A empresa responsável pelo veículo também recebe essa mensagem e os profissionais são orientados a acionar a Guarda Municipal ou Polícia Militar”, detalha Amilton Daeme, gestor de Fiscalização de Transporte da Urbs.

Apesar do bom funcionamento do sistema, Daeme acredita que é necessário realizar treinamentos para os operadores com o intuito de diminuir os acionamentos acidentais. O gestor ainda afirma ser fundamental estabelecer uma relação mais direta entre a tecnologia e a segurança pública. “A maior urgência é que o botão seja acionado diretamente nos setores de segurança, seja Guarda Municipal ou Polícia Militar, para acelerar o processo, pulando essa etapa de um terceiro precisar informar sobre a ocorrência”, pontua.

Funcionando de maneira parecida com a tecnologia presente nos ônibus de Curitiba, o botão do pânico não é novidade em Goiânia. Presente nos coletivos desde 2008, a tecnologia tem garantido mais segurança para os passageiros em toda a frota da capital. O sistema foi definido pelas empresas consorciadas e a área de Segurança do RedeMob Consórcio como alternativa viável e necessária às demandas.

Em situações de emergência, o motorista aciona o botão e uma mensagem é transmitida até uma central de segurança que dá encaminhamento perante a Polícia Militar. Por meio das informações de localização do ônibus, é encaminhada a viatura disponível mais próxima para realizar a abordagem do veículo. “O sistema é de fácil manuseio pelo motorista e o diferencial é a mensagem ser silenciosa aos ocupantes do veículo, preservando o sigilo do denunciante. O resultado das abordagens tem sido muito positivo, devido à característica da ação de surpresa”, observa Sandro Guimarães, gerente de segurança da RedeMob.

Tecnologia para usuários

Outra possibilidade de utilização do botão do pânico é oferecida aos usuários do transporte coletivo que encontram a tecnologia em softwares para celulares. O Cittamobi é um exemplo de aplicativo que, além de informações sobre o funcionamento do transporte público, possui o Botão de Incidente Grave (BIG). O aplicativo, desenvolvido pela Cittati, está disponível para download em Android e IOS, mas apesar de estar presente em mais de 70 cidades e ter mais de 6 milhões de downloads, a função que aciona o botão do pânico ainda não está habilitada em todas as localidades.

Fernando Matsumoto, gerente de produtos da Cittati, explica que a inclusão da funcionalidade só é possível mediante interesse dos órgãos públicos e empresas operadoras. “Quando surge a parceria com a Cittati, a empresa operadora busca a prefeitura ou órgão gestor da cidade para apoiar. Eles são responsáveis por providenciar uma central de atendimento para as ocorrências e intermediar a relação com as autoridades de segurança”, conta.

A parceria também é fundamental para o monitoramento das incidências. “O tempo real nos permite saber exatamente a localização do veículo. Se o usuário estiver dentro do ônibus, é possível ainda identificar a placa e o prefixo do ônibus pelo aplicativo. São essas informações que facilitam o trabalho policial”, revela Matsumoto.

Para os órgãos de segurança é disponibilizada uma plataforma web que permite o recebimento de informações on-line sobre a denúncia. Nesse espaço também é oferecido um painel de controle digital com diversos gráficos para auxiliar a gestão da segurança pública da cidade.

O BIG já está funcionando em Sorocaba e Guarulhos, municípios de São Paulo. O botão permite quatro opções de denúncia: assalto a mão armada, assédio sexual, violência e outros. Caso selecione a última opção, o cidadão deve digitar o que quer registrar. Para realizar a denúncia, o usuário precisa também informar dados de identificação (nome, CPF, telefone e e-mail) para assegurar a comunicação.

Texto publicado no site da NTU.

12/07/2018
Novos tempos para gestão de RH

Maria Luiza Reis - Consultoria em Big Data

Em tempos de inteligência artificial, a gestão de RH é mais desafiada do que nunca, entretanto, o dilema de quando usar robôs ou pessoas não é o único tema a ser discutido nos dias de hoje.

Novos recursos para melhor visualizar, reconhecer e gerenciar competências estão disponíveis na Internet e acessíveis pelo celular.

Isso é a verdadeira Transformação Digital na gestão de RH!

Vamos listar algumas novidades:

1. Primeiro passo é se livrar dos papeis:

Documentos

Documentos são necessários, mas eles tem que estar arquivados em meio digital e devem ser acessíveis em todos os processos em que o colaborador estiver envolvido.

Documentos do candidato devem entrar no sistema de gestão de documentos ainda na fase anterior de entrevistas.  O próprio colaborador poderá enviar os documentos pelo celular.  Além de se livrar dos papéis, a empresa passa uma imagem de ter uma boa organização para o seu futuro colaborador.

O documento, seja de caráter pessoal ou profissional será acessado somente por aqueles que tem direitos de ver como seus superiores ou profissionais do RH.

Quando forem documentos confidenciais como atestados médicos ou exames médicos, um critério de específico de confidencialidade será aplicado sem prejuízo do acesso às demais informações.  A critério da política da empresa, currículos, diplomas e certificados poderão ser acessados por todos.

2. Segundo passo é automatizar os processos de contratação e promoção:

Fluxos e Documentos

Como continuação da captura de documentos pela Internet, o candidato se tornará colaborador por meio de um fluxo de avaliação que envolve análise de currículo, testes, entrevista presencial ou online e outras avaliações.  Várias pessoas da companhia podem estar envolvidas no processo online, melhorando a capacidade da empresa em identificar potenciais e aproveitar os recursos da melhor forma possível.

Neste estágio, é possível colocar a Inteligência Artificial para identificar características chave logo de início e já encaminhar a análise de currículo com a sua recomendação inicial para competências e áreas de atuação.

3. Terceiro passo é implantar um sistema de avaliações profissionais:

Fluxos, Dados e Indicadores

Existem várias formas de avaliação profissional.  As mais conhecidas são as avaliações 180° e 360° e avaliações de objetivos. Estes processos nada mais são do que processos envolvendo os colaboradores individualmente mas iniciados em campanhas semestrais, anuais ou bianuais.

Permitir que o avaliador dê suas notas pelo celular é visto como um ponto positivo, pois ele fica menos exposto aos colegas que sentam ao lado e pode responder na área de convivência, ou outro local mais tranquilo.

Para as avaliações 180° e 360°, os temas são criados pela equipe de RH, os assuntos e perguntas também podem ser inseridos e modificados a cada campanha se necessário ou conveniente. As perguntas e temas são a base dos indicadores do avaliado e permanecerão na base de dados por todo o período que o colaborador estiver na empresa.

Para avaliação de objetivos e metas, o colaborador e seu superior escrevem os objetivos, aprovam, comentam aproveitando os recursos e a dinâmica de sistemas online.

Todas as informações: indicadores em cada processo em que foi avaliado geram curvas de evolução no tempo serão a melhor forma de retratar a vida do funcionário: sua adaptação aos departamentos por onde passou, sua evolução em atitude, competência e potenciais ainda não desenvolvidos.

Texto original publicado em Blog da LAB245: Tudo sobre Documentos, Dados e Processos.

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