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27/07/2018
Existência da UCT destaca importância da educação corporativa

Editorial - UCT

Para muitos rodoviários, que não tiveram a oportunidade de avançar no investimento da educação, a Universidade Corporativa do Transporte (UCT) pode ser vista praticamente como uma grande escola.

Mas você sabia que a Fetranspor tinha uma área educacional com esse nome pomposo?

Para falar a verdade, primeiro, é essencial entender o que é uma Universidade Corporativa.

Esse nome, que pode soar estranho para muitos, não surgiu à toa. Tem muita gente qualificada nas academias, que se debruça horas pesquisando, justamente, sobre esse assunto.

Basicamente, uma universidade corporativa dedica-se à educação aplicada ao contexto de um negócio. Isso quer dizer que uma das “entregas” de uma universidade corporativa pode ser cursos para os colaboradores voltados ao negócio em que a empresa atua.

Para ficar mais claro, algumas universidades corporativas, por exemplo, desenvolvem cursos voltados para a área automobilística; outras, por sua vez, já desenvolvem cursos voltados à área de telecomunicações. Vai depender do setor de negócio em que a empresa atue. Mas isso não quer dizer que os temas sejam só sobre assuntos técnicos.

Embora voltados a um contexto de negócio, os cursos podem envolver uma parte comportamental e também de ética, de cidadania, etc. Afinal, o colaborador é um profissional integral, em que o lado técnico é apenas uma parte que o compõe.

O que se vê no mercado é que a maioria das universidades corporativas atendem a uma empresa e, portanto, seu público-alvo é interno. Mas a UCT é diferente.

Diferente porque ela atende um público externo: os sindicatos e as empresas de ônibus.

Então, a UCT é classificada como universidade corporativa setorial. Mais um nome para guardar. E isso não é novidade no Brasil, não!

A professora Marisa Eboli, da Fundação Instituto de Administração (FIA – USP), conta que as experiências com universidades setoriais no país são muito bem sucedidas. Segundo ela, essa tendência cresce porque as pequenas e médias empresas conquistam, cada vez mais, peso na economia.

Marisa Eboli também ressalta que estas empresas investem em formação permanente, mesmo não tendo a estrutura e a condição de uma grande organização. A saída? Elas têm como base alguma associação ou federação patronal.

E a professora ainda destaca alguns exemplos: “Temos a Fetranspor, com a UCT; a Febrabran, com o Instituto de Educação Febrabran; o Sindpeças que lançou também a formação para empresas que fornecem serviços ao setor automotivo; o próprio Sebrae, com a Universidade Sebrae, que não deixa de ser uma universidade setorial, para os empreendedores de pequenas e médias empresas.”

Fábio Cássio Costa Moraes, diretor do Instituto Febraban de Educação (INFI), afirma que os valores aplicados à educação corporativa devem focar na produtividade, excelência e competitividade, e assinala quatro eixos que julga fundamentais.

O primeiro é a qualidade, o foco no cliente e a segurança nos conteúdos do setor. O segundo diz respeito aos valores relacionados à competitividade. Um setor mais competitivo estará mais preparado para os desafios do dia a dia, pontua o diretor. O terceiro fala da abertura à mudança. O último, em deixar o setor mais próximo da sociedade e da comunidade.

24/07/2018
Os ônibus do Rio precisam melhorar

Marcus Quintella - doutor em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ e professor da FGV

Há quase oito anos escrevi um artigo aqui no Jornal do Brasil mostrando que a população carioca vivenciava a decadência do transporte por ônibus na região metropolitana do Rio, apesar da fortíssima e crescente demanda por transporte público, na época. Essa situação não era diferente em praticamente todas as cidades brasileiras de médio e grande portes, cujas empresas de ônibus estavam com dificuldades para atender à demanda, visto que a concorrência estava cada vez maior e diversificada.

Atualmente, em plena crise política e econômica do país, o transporte no Rio encontra-se em situação periclitante, devido à retração da demanda, decorrente do desemprego e da diminuição do poder de compra da população. Somente em 2017, o número de passageiros pagantes transportados diariamente por ônibus caiu 10,3%, em relação a 2016, no Município do Rio, segundo a Fetranspor.

Os usuários não mais toleram os excessivos tempos de viagem e de espera nos pontos nem o pouco alcance de itinerários, o desconforto e a irregularidade da frequência dos ônibus. No caso do Rio, vale dizer que não falo de regiões privilegiadas, como Zona Sul e parte da Zona Norte, onde podem ser encontrados ônibus novos e refrigerados. Falo da maioria dos bairros da cidade, principalmente na Zona Oeste, Leopoldina, Baixada e Niterói e São Gonçalo) onde a população sofre com desconforto, superlotação, impontualidade, escassez e falta de linhas.

Para comprovar tudo isso, o portal Mobilize – Mobilidade Urbana Sustentável – divulgou, em maio, dados da avaliação do transporte público de três capitais: Belo Horizonte, São Paulo e Rio, pelo aplicativo de celular MoveCidade, cujos resultados foram enviados às respectivas secretarias de Transporte municipais e estaduais, pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.

No Rio, o aplicativo permitiu a avaliação da qualidade dos ônibus municipais por 1.295 usuários, entre 25/09/17 e 24/03/18, cujas notas, de 0 a 10, foram: 3,46 para limpeza e manutenção (veículo); 4,84 para motorista (respeito); 3,90 para lotação (conforto); 4,15 para trânsito (fluidez); e 3,64 para a segurança (veículo). A pesquisa também observou que foram muito criticadas a falta de informação nos terminais, além de acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, bem como o excessivo tempo de espera pelos ônibus, que ultrapassam 15 minutos.

Os números do setor são implacáveis e, independentemente da crise, fatores como tarifa, tempo de viagem, estado dos veículos e trânsito contribuem para a queda do transporte nos ônibus nas cidades brasileiras, inclusive no Rio. Sob o ponto de vista empresarial, transporte coletivo é serviço e seu sucesso está ligado à qualidade da oferta. Penso que a reconquista do mercado perdido deve começar por uma nova cultura corporativa, alicerçada numa competente gestão profissional e numa política de recursos humanos baseada em recompensas pelo atingimento de metas de excelência. Quem gera receita para as empresas de ônibus é o usuário e esse tem de ser conquistado no mercado, uma vez que já não mais existe um mercado cativo.

Sob o ponto de vista público, transporte coletivo também é serviço e a responsabilidade dos poderes concedentes, municipais e estaduais, é regulamentar o setor e implantar a melhor política de transporte para a sociedade como um todo. Os poderes públicos não podem obrigar as pessoas a utilizar ônibus, mas podem induzi-las a utilizar um sistema legal, organizando, regulamentando, fiscalizando e oferecendo vantagens fiscais e operacionais às empresas concessionárias. Com certeza, a redução da tarifa, a melhoria da qualidade do transporte e investimentos em infraestrutura urbana podem atrair novamente o usuário. O setor precisa de ações que tragam resultados positivos, baratos e rápidos, como criação de faixas exclusivas monitoradas e fiscalizadas, para diminuir os tempos de deslocamentos, reordenamento das linhas e itinerários, para alcançar todos os locais de demanda, e integração física e tarifária entre todos os modos de transporte, dentro do conceito da multimodalidade, para permitir ao usuário fazer o percurso casa-trabalho com um só bilhete.

Fonte: Jornal do Brasil 

23/07/2018
O uso de bicicletas na mobilidade urbana

Jeniffer Elaina - formada em Marketing com pós-graduação em Administração de Empresas na FGV

A mobilidade urbana tem sido um dos assuntos mais recorrente entre as pessoas sensatas, assim como o uso de bicicletas para sua melhoria.

O aumento da frota veicular, só no ano de 2017, registrou um aumento de 1,37%, fazendo com que passassem a circular nas ruas brasileiras mais de 65 milhões de veículos.

Esse crescimento faz com que não apenas a emissão de gases poluentes sofra uma alta preocupante, mas os transtornos e os acidentes de trânsito também têm sido frequentes.

No entanto, o uso de bicicletas vem se mostrando uma excelente solução para a melhoria da mobilidade urbana. Além de promover uma maior possibilidade para o cumprimento do direito de ir e vir, esse é um meio de transporte muito mais econômico e saudável que todos os demais disponíveis.

Os maiores problemas da mobilidade urbana no Brasil e no mundo

Muitas cidades brasileiras estão começando a sofrer com problemas que antes eram exclusivos de capitais maiores como as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, por exemplo.

O grande número de veículos promove imensos congestionamentos, limitações de locomoção, um maior índice de acidentes de trânsito e o aumento da poluição do ar. Essa última, por sua vez, vem aumentando os registros de problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos.

O problema de mobilidade urbana não é exclusivamente brasileiro. Existem muitos países que se encontraram em situações complicadas relacionadas a mobilidade urbana, mas que viram uma chance de mudar seus cenários no incentivo ao uso de bicicletas .

Alguns bons exemplos são as cidades de Amsterdã, capital da Holanda, onde existem mais bicicletas do que pessoas, e elas são prioridades no trânsito.

Há ainda a cidade de Copenhague, capital da Dinamarca, onde praticamente metade da população utiliza apenas a bicicleta como meio de transporte, tanto para ir trabalhar e estudar como para passeios, e esse número inclui os parlamentares locais.

Passos para otimizar a mobilidade urbana com o uso de bicicletas

O primeiro passo para facilitar a mobilidade urbana com o uso de bicicletas é promovendo vias seguras para que as pessoas possam circular tranquila e facilmente nas cidades.

Outro dos passos que pode e deve ser dado é a informação, pois é preciso que as pessoas realmente entendam a importância e os benefícios de preterir a bicicleta ao invés dos veículos motorizados, especialmente para o deslocamento de pequenas distâncias.

O incentivo à substituição do meio de transporte também deve ser feito por meio dos órgãos governamentais, responsáveis pela mobilidade urbana de cada cidade.

Um bom exemplo de incentivo a essa substituição são os roteiros turísticos brasileiros desenvolvidos para bicicletas que estão se tornando cada vez mais comum, especialmente nas principais cidades, como o Rio de Janeiro, onde existem diversos pontos em que é possível alugar bicicletas para realização de passeios.

Não podemos nos esquecer do aumento do ecoturismo no Brasil, que incentiva passeios a pé e de bicicleta, para que a experiência seja melhor aproveitada.

Esses são os principais passos para que a mobilidade urbana seja otimizada com o uso de bicicletas, mas cada um pode fazer sua parte deixando o carro um pouco na garagem.

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