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07/02/2017
O líder e as atitudes que constroem o sucesso

Gilclér Regina - Administrador, Consultor, Escritor e Palestrante

Você vai ler:

A mente e as atitudes do cotidiano.

Duas atitudes que prejudicam os negócios.

Os recursos de uma liderança sólida.

Tudo o que vem até você é atraído pela maneira como você pensa e pelas imagens que você guarda em sua mente. Esta é a diferença que faz com que 2% dos adultos do planeta detenha mais da metade da riqueza mundial – segundo pesquisa divulgada em dezembro/2006 pelo Instituto Mundial de Pesquisa Econômica e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU).

São coisas que os babilônios já sabiam, assim como Platão, Shakespeare, Newton, Beethoven, Einstein, entre outros.

Todo esse comportamento da mente é transformado em atitudes diárias do ser humano que faz sucesso e notadamente no trabalho de liderança que é desenvolvido dentro das empresas.

Uma empresa começa quebrar cinco anos antes e a razão disso é centrada, em geral, em duas atitudes de liderança, igualmente nocivas ao negócio.

A primeira são pessoas que não sabem delegar, que tem que se meter em tudo e se irritam até com a posição do cafezinho na sala. Opinam até em qual marca de sabonete se deve ou não comprar! Aliás, estes enfartam cedo.

Do outro lado está o despreocupado por completo, aquele que faz de conta que é míope e “não enxerga” muitas coisas.

Prefere não despedir para não queimar sua imagem, vai relevando os erros daqueles que sempre chegam atrasados ou dos que fazem interurbanos com o telefone da empresa.

Ou ainda fazem “vista grossa” para aqueles que ficam horas na Internet conversando com amigos e visitando sites inúteis. A própria equipe começa a pensar que se nem o “chefe” se preocupa, muito menos eles devem se preocupar.

Na primeira situação o resultado é desastroso, causando um constante mal-estar, um ambiente carregado. Na segunda, sente-se o desleixo daquele que deveria ser o exemplo.

Sentem-se inseguros e não apostam no futuro da empresa, nem de suas carreiras por lá.

O líder de verdade aposta no negócio, na tecnologia e, acima de tudo, nas pessoas. Ele sabe que elas devem fazer a diferença, focadas no negócio, comprometidas e não apenas envolvidas. Acredita que todos, sejam quais forem os cargos, devem ter uma meta, um grande objetivo, tudo centrado nos ideais e propósitos do negócio.

Diz um velho ditado que quem queimou a língua com sopa quente não esquece de soprar a próxima vez.

Na empresa, nós podemos delegar, compartilhar, persuadir, determinar, conforme as equipes e o nível de tarefa exigido. Mas não faz mal a ninguém remapear sempre o terreno para ver como as coisas estão fluindo.

Lembre-se:                           

O que você pensa é a base das suas atitudes.

Procure exercer uma liderança equilibrada e ser produtivo.

Considere as pessoas em primeiro lugar para alcançar as metas.

 E você..

Como encara o poder da sua mente?

Acredita que sua liderança é eficaz?

Como se vê e como é visto como líder?

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11/10/2016
Educador – a âncora entre ensinar e aprender

Em um mundo, que é atingido de supetão por mudanças tão rápidas, o universo do trabalho também tem entrado no furacão. Nesse contexto, a formação de um profissional precisa pegar o bonde dessas tendências, caso contrário, corre o risco de rodopiar e ficar para trás.

E como formar esse “novo profissional”? Entra aí, nessa complexa galáxia do desenvolvimento, o papel do educador.

Ele transita na órbita do conhecimento, multiplicando o saber e facilitando a aprendizagem no contexto das empresas. Daí, muitas vezes, ser considerado e até nomeado, também, como multiplicador.

Foto: Jorge dos Santos
Foto: Jorge dos Santos

Recentemente, a Universidade Corporativa do Transporte (UCT) optou, justamente, mudar o termo instrutor para educador nas suas ações educacionais. E não foi algo que caiu, assim, de paraquedas.

Essa mudança casa com a ideia de trazer uma ampla abordagem ao exercer o papel de educador no setor de transporte, ou seja, ampliar as estradas do conhecimento dentro das salas de aula, no chão de fábrica, nos escritórios ou nos ônibus.

A Universidade Corporativa do Transporte defende inclusive que o saber se faz em qualquer tempo e em qualquer lugar. Com isso, a UCT aposta no papel dos seus multiplicadores, que estão no dia a dia das empresas, para ajudar a transformar a cultura do setor.

O educador não está ali somente para cumprir obrigações orientadas em uma apostila. É claro que o conhecimento técnico é importante, mas o educador não vai só viabilizar a profissionalização dos colaboradores, e, sim, trazer a “didática da vida”.

Conforme afirma o doutor em Educação Miguel Almir L. de Araújo, essa habilidade requer não só instruir, e, sim, conduzir os indivíduos para uma formação em que razão/intuição, corpo/emoção e mente /espírito estejam juntos.

A UCT parte do princípio que a formação de seus educadores deve estar alinhada com uma capacidade crítica de ensinar e a habilidade humilde de aprender, construindo o conhecimento de maneira coletiva e transmitindo valores com os demais rodoviários.

Foto: Jorge dos Santos
Foto: Jorge dos Santos

O educador não é um mero executor de tarefas, ele é um espelho para os empregados-alunos. É na figura dele, aliás, que o setor de transporte ganha mais um parceiro, para que o lema “transportar vidas humanas” tome impulso.

E não faltam alternativas para pegar carona nessa empreitada. Você, rodoviário, acredita que tem um perfil adequado? Então, procure o RH da sua empresa e veja a possibilidade de participar dos treinamentos para ser um educador das nossas ações educacionais.

Fique de olho. O nosso Programa de Direção por Simulador (PDS) inclusive está com uma extensa agenda sobre o tema.

Educando nas Olimpíadas e Paralimpíadas

A Universidade acredita que o colaborador é o próprio agente da mudança. Para colher frutos, o rodoviário pode “chamar a responsabilidade” para si e provocar mudanças. E a UCT tem mais um exemplo atual disso.

Em agosto, deste ano, a Universidade Corporativa do Transporte participou do treinamento de motoristas de ônibus que trabalharam durante os eventos olímpicos e paralímpicos.

Só nas Olimpíadas, dez educadores fizeram parte desse time. Eles sensibilizaram 1.397 motoristas que realizavam o transporte da Família Olímpica, com objetivo de reforçar o cumprimento de horários, o controle de trajeto e de segurança e, também, a atenção aos limites de velocidade e às condutas com passageiros dentro do veículo.

Na Paralimpíada, em setembro, 460 motoristas foram capacitados, em dois momentos, por 3 educadores. Na primeira fase, eles puderam atualizar seus conhecimentos sobre funcionamento dos elevadores nos ônibus. Na segunda etapa, usaram a cadeira de rodas e tiveram uma noção aproximada de como é o atendimento durante o evento.

E o que será que os educadores levaram na bagagem depois dessa experiência?

Rogério Vasconcelos Paes diz que é grato pela chance de fazer o que mais ama. Para ele, “ o trabalho em equipe, realizado com ética e dedicação, é o segredo para transformação e o alcance dos objetivos.”

Robson Tomaz de Assis Correia destaca que essa oportunidade foi única, ainda mais poder participar e somar, de alguma forma, em um evento de tamanha grandiosidade. Já para Marcus Aurelius Teixeira de Oliveira a troca de experiência foi muito gratificante e o sentimento do dever cumprido excelente.

É por isso que o colaborador que venha a se formar como educador, estará “educando mundos”, ou seja, influenciando valores, ampliando pontos de vista, ajudando o outro a pensar sob novas perspectivas e, a partir daí, pode ajudar para que o setor se transforme e até, por consequência, que este mundo seja mais transitável.

Na semana, em que se comemora o Dia do Professor, nada mais pertinente para lançar este desafio: junto da UCT, levar a educação ainda mais longe!

07/06/2016
Por que elas ainda falham na gestão de crises?

As empresas continuam a tropeçar na gestão de suas crises, mesmo multinacionais imensas, estruturadas e bem-intencionadas. Por quê? Os gestores não dominam as cinco medidas básicas?

Admitir rapidamente que existe um problema e que ele precisa ser examinado com cuidado.
Dedicar tempo para conhecer os fatos.
Não negar o envolvimento/responsabilidade da empresa.
Não subestimar a magnitude do problema.
Comprometer-se a realizar uma avaliação rápida, mas completa.

Sim, mas recentemente gestores da Nestlé esqueceram-se delas na Índia. Sua marca Maggi – de temperos e de alimentos de preparo rápido – viu-se em maus lençóis depois que a agência equivalente a nossa Anvisa no estado de Uttar Pradesh denunciou a existência de níveis excessivos de chumbo e glutamato monossódico em uma amostra de macarrão instantâneo.

A denúncia ocorreu em 30 de abril último, mas a resposta da multinacional só veio em 5 de junho, quando, em um recall, seu macarrão foi retirado do mercado, com prejuízo avaliado em US$ 45 milhões em gastos com logística e destruição. A empresa levou mais de um mês, por exemplo, só para acionar a mídia local e contratar uma agência de gestão de crises, mesmo respondendo por 60% das vendas de macarrão instantâneo.

A demora vai contra a medida número 1 da lista. No entanto, para John Kimberly, professor de gestão e empreendedorismo da Wharton, escola de negócios da University of Pennsylvania, a Nestlé indiana também cometeu o erro número 4, ao subestimar a magnitude do problema. É compreensível que as empresas tentem minimizar sua culpa em casos como esse, explica Kimberly, só que o erro voltará a assombrá-las, ainda mais em tempos de mídias sociais.

S. Raghunath, professor de estratégia do Indian Institute of Management Bangalore, identifica um terceiro erro, que foge à lista das cinco medidas de gestão de crises citada: a múlti suíça não seguiu os padrões de segurança suíços, atendo-se à regulação indiana, que é falha, como ocorre em muitos mercados emergentes. O fato de diferenciar padrões pode explicar, segundo ele, por que algumas multinacionais acabam sendo encaradas como vilãs nos países em desenvolvimento.

*Artigo publicado originalmente na revista HSM Management

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