UCT Digital

Home » UCT Digital – Blog

blog

17/10/2017
A sintonia de uma equipe

Patrícia Bispo - jornalista especialista em Gestão de Pessoas

Você vai ler:

  • As pessoas precisam umas das outras.
  • Os relacionamentos na empresa.
  • Sintonia na equipe de trabalho.

O ser humano precisa da companhia de outra pessoa para garantir a sua sobrevivência.  Isso ocorre desde o nascimento (quando o bebê depende da mãe), na escola (ao adquirir novos conhecimentos com colegas e professores), ao constituir uma família (quando busca alguém com quem se identifique para compartilhar seus sonhos) etc.

Nas empresas, também é necessária tal convivência, mesmo quando alguns profissionais se sentem autossuficientes e até insubstituíveis. Na prática, a “dependência” entre colegas de trabalho pode ser percebida facilmente, basta prestar atenção à rotina corporativa. Todas as pessoas que trabalham numa mesma empresa mantêm algum tipo de relacionamento, seja de forma quase imperceptível ou de uma maneira mais intensa.

Na sua sala, junto com a sua equipe, é preciso saber compartilhar, conversar com os colegas, aceitar sugestões e também opinar no momento certo. A sintonia entre os membros de uma equipe determina, por exemplo, se um projeto terá ou não êxito. Por isso, é necessário reconhecer que você não é o superprofissional e precisa compartilhar sua rotina de trabalho com os colegas da área. Escutar o que os outros falam, pensame questionam sobre determinados assuntos é fundamental, principalmente se o seu objetivo é o crescimento profissional.

Lembre-se de que as competências comportamentais são observadas nos processos seletivos e também pelos gestores. Nesse contexto, os destaques são espírito de equipe, administração de conflitos, bom humor, capacidade de fornecer e receber feedback, flexibilidade para se adaptar às mudanças, sinergia, assertividade, entre outros.

Por esse motivo, é bom ficar atento para perceber se você realmente faz parte da equipe ou é um “peixe fora d’água”. Talvez, isso ocorra porque criou barreiras que impedem os seus colegas de trabalho de compartilharem as novidades da empresa, de repassarem informações importantes para as suas atividades ou mesmo de incluí-lo nos momentos de descontração que ocorrem na sua sala e passam totalmente despercebidos por você.

Lembre-se:

  • Conviver com outras pessoas é uma questão de sobrevivência.
  • A disponibilidade para compartilhar fortalece a equipe.
  • Aprenda a ser um profissional participativo.

E você:

  • Como se autoavalia na companhia de colegas?
  • O que faz para compartilhar a sua rotina de trabalho?
  • Que benefício garante no convívio em equipe?
É expressamente proibida qualquer reprodução sem autorização prévia por escrito.
© Todos os direitos reservados.
www.rh.com.br

10/10/2017
Você é um líder educador?

Willyans Coelho - psicólogo e consultor de empresas

Você vai ler:

  • O ambiente corporativo atual é extremamente competitivo e mutável.
  • A equipe tem que apresentar capacidade constante de adaptação e inovação.
  • É papel do líder fomentar a aprendizagem da equipe para enfrentar as mudanças.

Foi-se o tempo em que o papel das lideranças era apenas dirigir e controlar pessoas na realização de trabalhos rotineiros, perfeitamente adaptadas a um ambiente confortavelmente estável, sem qualquer questionamento ou mudança.

Sabemos que o ambiente hoje não é mais estável, por isso, as tarefas não podem ser repetitivas. Hoje, não se pode atuar apenas com disciplina e controle para gerar aumentos na produção, é preciso também adaptação e inovação. Não adianta investir na pressão sobre as pessoas como forma de atingir uma melhor produtividade. A pressão é um fator importante a ser considerado, mas não pode ser utilizada como uma ação isolada. É preciso ir além.

Para melhorar os resultados, é preciso produzir com maior qualidade e menor custo. Para isso, é imprescindível que as pessoas estejam preparadas para lidar com o inusitado em suas diversas facetas: novos processos de produção, novas estruturas de hierarquia, novos desejos dos consumidores, novos mercados, novos níveis de concorrência, enfim, uma nova realidade a cada instante.

É preciso que o líder conscientize sua equipe para esta realidade de mudanças constantes, de ameaças, de concorrência acirrada, de incertezas e da necessidade de buscar novas soluções a cada dia. A partir dessa conscientização, o líder deve oferecer as condições ideais para que a aprendizagem organizacional faça parte do cotidiano da empresa, favorecendo na sua equipe o surgimento de uma atitude de aprendizagem permanente, essencial para que haja por parte das pessoas o compromisso com a melhoria da qualidade de vida, dos produtos e dos serviços.

Deve-se deixar claro que o espírito de aprendiz é exigido do profissional comprometido com o futuro. Para alcançar a capacidade de antever oportunidades, é necessária a renovação através da aprendizagem contínua. Favorecer este meio aberto ao desenvolvimento de novos conhecimentos é o papel fundamental do novo líder: o líder educador.

Lembre-se:

  • O líder deve conscientizar sua equipe sobre as mudanças constantes no ambiente organizacional.
  •  A aprendizagem contínua é um instrumento essencial para enfrentar as mudanças corporativas.
  •  O líder deve oferecer as condições ideais para que a aprendizagem organizacional faça parte do cotidiano da empresa.

E você…

  • Demonstra para sua equipe as mudanças que ocorrem no ambiente empresarial?
  •  Utiliza recursos que favoreçam a aprendizagem da sua equipe?
  •  Tem tirado o foco do controle e colocado nos resultados?
  •  Estimula a adaptação e a inovação nos diversos processos?
É expressamente proibida qualquer reprodução sem autorização prévia por escrito.
© Todos os direitos reservados. www.rh.com.br

06/10/2017
Queda nos licenciamentos de ônibus novos no Brasil. Será só a crise econômica?

Adamo Bazani

Além da questão econômica global do País, o setor de transporte coletivo terrestre enfrenta algumas especificidades. Apesar de o Refrota, programa de financiamento de ônibus urbanos novos com recursos do FGTS que só começou a deslanchar nove meses depois do anúncio, e do Finame, com juros convidativos, os donos de empresas de ônibus ainda se queixam de restrições de acesso a financiamentos.

O mercado de ônibus começa a expressar uma reação diante dos três anos de queda acumulada, no entanto, os números positivos ainda não podem ser considerados suficientes para que o quadro seja revertido em curto prazo.

Segundo balanço da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, divulgado nesta quinta-feira, 05 de outubro de 2017,  entre janeiro e setembro deste ano, foi registrada alta de 11,6% na produção de chassis de ônibus no Brasil em comparação a semelhante período de 2016. Saíram das montadoras, 16.155 chassis nos primeiros nove meses deste ano, enquanto que no período de 2016, foram 14.482 chassis.

A alta foi puxada pela produção de chassis para ônibus urbanos. Foram produzidos entre janeiro e setembro de 2017, 12.416 chassis e, no mesmo período de 2016, 10.732 unidades, alta de 15,7% na comparação.

Já com a produção de plataformas para modelos rodoviários, o número ficou praticamente estável entre os noves primeiros meses de 2016 e 2017. No período, deste ano, foram fabricados 3.739 chassis para rodoviários e, no mesmo intervalo de tempo de 2016, 3.750 unidades. Assim, no acumulado deste ano, a queda foi de 0,3% em comparação a janeiro-setembro de 2016.

Entre agosto e setembro, as linhas de montagem tiveram uma redução de ritmo, com queda de 23% na atividade. Em agosto, saíram das fábricas, 2.192 chassis, sendo 342 rodoviários e 1.850 urbanos. Em setembro, foram 1.687 plataformas para ônibus, das quais 270 rodoviárias e 1.417 urbanas. Já, no acumulado, os licenciamentos registram queda de 7,9%.

De acordo com a Anfavea, entre janeiro e setembro deste ano, foram emplacados 8.562 veículos de transporte coletivo. No mesmo período de 2016, foram licenciados 9.295, Entre agosto e setembro, a queda no total de licenciamentos de ônibus novos foi de 44,5%, passando de 1.558 unidades para 865.

As exportações de ônibus montados no acumulado do ano registraram queda de 3,3%. Entre janeiro e setembro deste ano, foram embarcados 6.984 ônibus, dos quais, 2.316rodoviários e 4.424 urbanos. No mesmo período deste ano, foram exportados desmontados, em regime de CKD, 3.941 e, no ano passado, de janeiro a setembro, foram 4.977 unidades.

Como as exportações de ônibus montados estão em queda, embora que menor do que no mercado nacional, a diferença entre a alta de produção e a queda de licenciamento pode ser explicada pelo tempo necessário entre a produção do chassi, o encarroçamento e o emplacamento, que pode variar entre dois e seis meses. Tanto é que, após o registro dos primeiros licenciamentos da fase que indica recuperação nas vendas, o ritmo industrial voltou a cair.

Isso acaba revelando alguns sinais como: já é possível falar em reação, mas não em recuperação ainda.

Além da questão econômica global do País, o setor de transporte coletivo terrestre enfrenta algumas especificidades. Apesar de o Refrota, programa de financiamento de ônibus urbanos novos com recursos do FGTS que só começou a deslanchar nove meses depois do anúncio, e do Finame, com juros convidativos, os donos de empresas de ônibus ainda se queixam de restrições de acesso a financiamentos.

Também pela crise econômica, mas por fatores como falta de prioridade ao transporte coletivo no espaço urbano e nos investimentos públicos, a queda do número de passageiros que ocorre de maneira consecutiva há cinco anos retira a capacidade das empresas de renovar a frota.  Sem investimentos em corredores e faixas de ônibus e gestão eficiente dos sistemas, os ônibus continuarão presos nos congestionamentos, lotados e pouco eficientes, o que afugenta passageiros, ainda mais agora com opções como financiamentos de baixo custo e parcelas reduzidas de motos e a oferta de transportes por aplicativos.

Problemas localizados, mas que se somados também mostram uma realidade do setor, também explicam a capacidade reduzida de as empresas de ônibus investirem: Há locais onde o poder público não cumpre os contratos de reajuste tarifários, com congelamentos ou mesmo reduções nos valores; aumento do total de gratuidades sem o custeio equivalente e demora para a conclusão de processos licitatórios estão entre os exemplos.

Adamo Bazani é jornalista especializado em transportes

Texto originalmente publicado no Diário do Transporte.

Os mais lidos