Ônibus elétrico: caminho para sustentabilidade

Atualizado em 13/11/2018, às 16h

Niterói deve receber, em breve, 40 ônibus elétricos. Segundo o jornal “O Fluminense”,  eles serão usados na TransOceânica, o corredor viário de 9,3 quilômetros de extensão, que passará por r 12 bairros da Região Oceânica, beneficiando 125 mil moradores.

A cidade terá a maior frota do Brasil de veículos deste tipo. Hoje, Campinas (SP) está no topo do ranking, com 13 veículos cedidos por uma empresa privada. A cidade de São Paulo tem um ônibus elétrico deste tipo em circulação e encomendou outros sete, que entrarão em operação nos próximos meses. Bauru (dois veículos) e Santos (um ônibus) são as outras cidades com elétricos em circulação. Clique aqui para saber mais.

Lá fora

Imagine dirigir um ônibus elétrico e silencioso? Ou um carro elétrico pequeno, cujo a bateria você pode carregar lá na tomada da casa?

Isso mesmo.  Se depender da cidade de Gotemburg, na Suécia, esse futuro está cada vez mais próximo.

A matéria do jornal “Valor Econômico” foi atrás dessa experiência. Há dois anos, o condutor profissional Dzavid Murati lida com a novidade e o conforto ao dirigir o veículo devido à ausência do barulho.

E detalhe: ele mesmo faz a recarga da bateria do ônibus no ponto final. Segundo a reportagem, o veículo elétrico leva de quatro a seis minutos para recarregar. O tempo é considerado suficiente para embarque e desembarque dos passageiros.

O tamanho do veículo também parece ser outro atrativo. Surge até a ideia de que os carros possam caber dentro das casas. Será o fim das garagens pelo mundo?

“A experiência em Gotemburgo nos mostrou que podemos usar os ônibus de um novo jeito, mais próximos das pessoas. Isso mudará o planejamento das cidades”, diz o presidente mundial da Volvo Bus, Hakan Agnevall.

O Brasil também não fica atrás. Curitiba vem testando o ônibus elétrico híbrido da Volvo, que opera com dois motores, um a combustão e outro elétrico, que também pode ser recarregado em estações de embarque.

De acordo com a empresa, em um ano de atividade, o elétrico híbrido deixaria de emitir 30 toneladas de dióxido de carbono quando comparado ao veículo convencional. O meio ambiente agradece!

Campinas também pegou carona nessa inovação tecnológica em parceria com a montadora chinesa BYD que produz ônibus elétricos.

O diretor de marketing da BYD no Brasil, Adalberto Maluf, estima que o uso dos elétricos poderá alcançar um quarto das vendas de ônibus nos próximos anos.

Clique em “Ônibus serão silenciosos e sustentáveis” para ler  a matéria completa.

Se quiser se aprofundar sobre os dados por trás da indústria, leia “Produção europeia de ônibus elétrico deve atingir maturidade em 2020“.

A UCT também entrevistou o Adalberto Maluf sobre as políticas de inovação tecnológica no setor de transporte e a parceria com centros de estudos de tecnologia. Clique aqui e assista.

UCT divulga novas datas do programa de acessibilidade nos ônibus

*Atualizado em 14/11/2018, às 17h

A Universidade Corporativa do Transporte (UCT) informa sobre as próximas atividades do programa de acessibilidade nos ônibus. A iniciativa surgiu como projeto-piloto em outubro deste ano, promovendo o treinamento de educadores para operação de elevadores de acessibilidade nos veículos.

Seguem as datas dos encontros:

Curso para Usuários da Plataforma de Gestão de Aprendizagem (PGA)
Data: 03/12/2018
Onde: Universidade Corporativa do Transporte – rua da Assembleia, 10, 28º andar, sala 2811, Centro, Rio de Janeiro, RJ
Horário: 9h às 17h
Público-alvo: profissionais de RH
Inscrição: turma na PGA 14666

Formação de Agentes Autorizados (Capacitação do Condutor no Manuseio do Equipamento de Acesso de Cadeirantes)
Clique aqui para conhecer as próximas turmas com os fabricantes para Formação de Agentes Autorizados para os educadores das empresas de ônibus.

As empresas de ônibus têm até o dia 05/12/2018 para participarem dos treinamentos oferecidos pela UCT . Após a data, cada empresa terá que arcar com o seu próprio treinamento. Para conhecer o decreto do Detro que obriga essa capacitação, clique aqui.

Técnicas Pedagógicas para Agentes Autorizados para Capacitação PEV

Os educadores que estão sendo treinados na Capacitação do Condutor no Manuseio do Equipamento de Acesso de Cadeirantes vão precisar receber uma complementação do curso. O objetivo é finalizar a certificação para atuar como Agente Autorizado para Capacitação PEV. O evento irá ocorrer na UCT. Escolha uma das datas e horários abaixo:

14703 – 12/11/2018 – 8h às 12h – Setrerj
14704 –  12/11/2018 13h às 17h – Setrerj
14664 – 14/11/2018 – 8h às 12h – UCT
14665 – 14/11/2018  – 13h às 17h – UCT
14702 – 4/12/2018 – 8h às 12h – TransÔnibus
14713 – 5/12/2018 – 9h às 13h – Sest Senat Barra Mansa
14714 – 5/12/2018 – 13 às 17h – No Sest Senat Barra Mansa

O Embarque da Leitura volta a receber doações de livros

No Dia Nacional do Livro (29/10), a Universidade Corporativa do Transporte (UCT) retoma o projeto “Embarque na Leitura”.

Os colaboradores da Fetranspor, RioCard, RioCardTI e RioPar podem doar um número ilimitado de:

  • livros literário e infantil;
  • publicações didática e escolar;
  • revistinhas em quadrinhos.

O prazo para participar da campanha vai até 13 de novembro. Os materiais devem ser colocados em uma das caixas disponibilizadas nas recepções da Fetranspor e da RioCard, ou os interessados podem procurar a Universidade Corporativa do Transporte, localizada também no andar 39.

Em breve, a UCT irá realizar um evento para sorteio de brindes e entrega dos livros entre rodoviários e colaboradores do sistema Fetranspor.

No ano passado, o Embarque da Leitura arrecadou mais de 350 publicações. O material foi entregue a nove empresas de ônibus que participaram de um concurso na época. Clique aqui para conferir o resultado dessa iniciativa.

Dúvidas: envie e-mail para contato@uct-fetranspor.com.br.

Expresso Miramar inaugura espaço de leitura

Emoção e poesia marcaram a inauguração do espaço cultural e de leitura da empresa de ônibus Expresso Miramar nesta quinta-feira, 25/10.

Segundo a organização do evento, os colaboradores vão poder ter a oportunidade de desenvolvimento pessoal e acesso à livros e às publicações de diversos temas. A Expresso Miramar foi uma das nove empresas de ônibus que aderiram ao projeto da UCT “Embarque na Leitura”.

O local recebeu o nome de “Biblioteca Rosa Maria Maia”, uma homenagem que surpreendeu a escritora, advogada e ex-funcionária da empresa que esteve presente para autografar livros.

Rosa, que atua também como gerente executiva do sindicato Setransduc, leu um trecho do livro de sua autoria, chamado “Sinfonia das Letras”. Ela, que já participou da Flip 2018 (Festa Literária Internacional de Paraty), aproveitou a ocasião para lembrar da importância da leitura e da presença do pai. Confira o vídeo abaixo e também as fotos na nossa galeria.

 

Motoristas sem acidentes recebem homenagem do Grupo Mauá

 

Acidente Zero - Principal

Texto e fotos: Alex Viana

Cuidado. Atenção. Empatia. Foco. Essas foram as palavras escolhidas pelos motoristas para explicar o desempenho durante os últimos 12 meses, que resultou em acidente zero para 139 profissionais do Grupo Mauá.

Para homenageá-los, a empresa realizou um evento na Semana Nacional do Trânsito. A celebração aconteceu em dois turnos, para permitir a participação de todos os contemplados.

Cada motorista recebeu um certificado por não ter se envolvido em acidente no último ano. Houve ainda sorteio de crédito no cartão alimentação para os participantes. Os motoristas Gonçalo Freire, Kleber Vieira e Sandro Felizardo ganharam crédito no cartão, mochila e caneta de metal personalizadas, devido ao histórico profissional no último ano.

“O critério utilizado foi selecionar os profissionais que não se envolveram em nenhum tipo de ocorrência no trânsito. Isso reforça a nossa preocupação com um trânsito cada vez melhor”, explica o gerente operacional Flávio Giantomaso.

Só nos últimos quatro anos, a empresa conseguiu reduzir de 59,28 para 46,42 acidentes por milhão de quilômetro percorrido, superando a meta de 2017, que era de 50,28.

“Essa redução reflete o trabalho conjunto dos processos de operação, manutenção, treinamento e segurança”, ressalta a gerente de DHO Carla Mendes. “A busca pela excelência operacional exige cada vez mais integração entre os setores, para manter o elevado nível dos nossos serviços, garantindo que os processos sejam executados com cuidado de uma ponta a outra”, conclui Mendes, que também é responsável pelo Sistema de Gestão da Qualidade.

Os protagonistas do acidente zero são profissionais que lidam com inúmeras situações no trânsito e sempre dirigem com responsabilidade. “É preciso ter foco e muita atenção. A gente tem que ficar sempre atento ao trânsito, desconfiar de que os outros motoristas podem agir de forma inesperada e criar uma situação de risco. Temos que dirigir para os outros também”, destaca Gonçalo Freire, motorista da linha 590M.

O zelo é, na maioria dos casos, a empatia sobre o volante. “Eu mantenho a calma, eu trabalho tranquilo e respeitando as vidas que eu transporto. Um erro meu pode ser fatal. Levo sempre em consideração a família. A minha e a dos clientes. Porque sei que tem um pai, uma mãe ou um filho esperando lá do outro lado”, afirma Kleber Vieira, motorista da linha 2100D.

No caso do motorista Sandro Felizardo, da linha 590M, apesar das adversidades, o profissionalismo tem que falar mais alto. “Trabalhar na rua nos coloca em diversas situações e a gente tem que saber lidar. Às vezes o passageiro acha que a gente tem que correr, andar rápido. E, aí, eu tenho que ser profissional, prezar pelas vidas que estão no meu carro”.

Para Marcelo José de Araújo, motorista da linha 2100D, programas como esse motivam os profissionais. “É muito importante ter esse reconhecimento para os profissionais que não se envolvem em acidente. A gente trabalha mais motivado quando tem esse incentivo, trabalha cada vez melhor para no ano seguinte estar aqui de novo”.

E para quem zela pela vida dos clientes, o cuidado com a própria família dá o tom ao volante para Araújo. “Eu saio de casa com fé, e procuro dirigir sempre com muito profissionalismo. Meu foco é trabalhar bem, com segurança para chegar em casa e cuidar da minha família”.

Matéria publicada no informativo Sinal Verde, do Grupo Mauá.

Com calçadas inexistentes ou inadequadas, pedestres sofrem para sobreviver

Dia 8 de agosto foi Dia Mundial do Pedestre. E, em São Paulo, apesar de 30% dos deslocamentos serem feitos a pé, o paulistano não tem o que comemorar.

A falta ou inadequação das calçadas contribui com um indicador trágico: nos últimos 12 meses, a cidade registrou quase 1.200 acidentes de trânsito com mortes, sendo que 45% das vítimas foram pedestres, seguidos de motociclistas.

Encarar calçadas inexistentes ou intransitáveis, além das faixas de pedestre apagadas, faz parte do cotidiano de quem vive na capital. Embora conte com mais de 17 mil quilômetros de vias, uma grande porcentagem delas – e a Prefeitura sequer sabe exatamente quantas e onde estão localizadas – não têm calçadas. As que contam com calçadas e meios-fios são marcadas por inúmeros problemas que impedem a circulação das pessoas.

Se tomamos a Avenida Teotônio Vilela e a Avenida Marechal Tito, duas das vias em que mais aconteceram mortes de pedestres nos últimos 12 meses, um total de 12 em cada, vamos verificar que, em vários de seus trechos, as calçadas são muito estreitas e as pessoas andam no meio da rua.

Embora há anos haja uma legislação da Prefeitura específica para regulamentar as características das calçadas, que aponta para a obrigação de que se construam passeios de acordo com estas regras, a responsabilidade, tanto de implantar quanto de manter estas estruturas, continua sendo do dono do lote, como se ela fosse uma extensão do espaço privado, e não um espaço público.

Por exemplo, tem que haver uma distância de 1,20 m de calçada livre de qualquer mobiliário como lixeiras. Mas, como pedestres que somos, sabemos que é muito raro que vias, avenidas, ruas cumpram esta exigência.

Diante desse cenário, causa incômodo que no ano passado tenha sido lançado um programa de R$ 350 milhões para recapear as vias asfálticas – Asfalto Novo – , mas não para constituir ou reformar essas calçadas. Trata-se de um problema urgente, porque estamos tratando de mortes.

A proposta de um novo decreto regulamentando o conjunto de leis que tratam do tema na cidade de São Paulo foi lançado, em junho, pela prefeitura. Mas, infelizmente, a governança dos passeios, ou seja, a responsabilidade pela implementação e manutenção permanente das calçadas, assim como o destino dos passeios que hoje não obedecem os padrões e regras, mais uma vez, não está sendo enfrentado.

Artigo publicado no dia 13/08/2018, no blog da Raquel Rolnik.

Palestra aborda prevenção de acidentes com simulador de direção

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A palestra “Prevenção de acidentes com o uso do simulador de direção” teve como objetivo informar aos motoristas  de ônibus sobre os benefícios do Programa de Direção por Simulador, da Universidade Corporativa do Transporte (UCT), em parceria com o Setrerj, em Niterói.

O evento ocorreu devido à Semana Nacional do Trânsito e foi um convite da área de Gestão de Pessoas do grupo Santo Antônio (Expresso Garcia, Fortaleza e Santo Antônio).

Participaram 60 profissionais. Segundo o coordenador do programa, João Rodolfo, eles tiveram a oportunidade de entender que sempre podem melhorar a condução do veículo ao reduzir os vícios de direção adquiridos com o tempo.

Ainda de acordo com Rodolfo, o reforço das práticas de direção preventiva tornam o simulador indispensável para a diminuição de acidentes de trânsito.

As empresas de ônibus, que fazem parte dos sindicatos, filiados à Fetranspor, podem entrar em contato para solicitar a palestra, enviando e-mail para: contato@uct-fetranspor.com.br.

eSocial: cronograma de implantação é alterado

O Comitê Diretivo do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (CDES) publicou a Resolução CDES nº 5, de 02 de outubro de 2018, que altera a Resolução CDES nº 2/2016, que dispõe sobre cronograma de implantação do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).

O cronograma de implantação, iniciado em janeiro de 2018, foi acrescido de nova etapa e agora ocorrerá em quatro etapas, com cinco fases cada, conforme abaixo:

Início de Implantação

  • Etapa 1 – janeiro/2018  – Empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões;
  • Etapa 2 – julho/2018 – Empresas com faturamento anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 78 milhões;
  • Etapa 3 – janeiro/2019 – Micro e pequenas empresas; MEI e entidades sem fins lucrativos;
  • Etapa 4 – janeiro/2020 – Administração Pública e Organismos Internacionais.

A nova Resolução também reprogramou o prazo para a prestação das informações dos eventos relativos à Segurança e Saúde no Trabalho (SST), que deverá ocorrer a partir de:

  • Julho de 2019, para as empresas da Etapa 1;
  • Janeiro de 2020, para as empresas da Etapa 2;
  • Julho de 2020, para as empresas e entidades da Etapa 3;
  • Janeiro de 2021, para as entidades da Etapa 4.

Com as alterações promovidas, a Etapa 2 da implantação, iniciada em julho de 2018, deverá responder ao seguinte cronograma ajustado:

Início: 16 de julho de 2018

  • Fase 1 – julho/2018 – Cadastro do empregador e Tabelas;
  • Fase 2 – outubro/2018 – Cadastros dos trabalhadores e eventos não periódicos;
  • Fase 3 – janeiro/2019 – Folha de pagamento;
  • Fase 4 – março/2019 – Substituição da GFIP e compensação cruzada;
  • Fase 5 – janeiro/2020 – Eventos de Segurança e Saúde no Trabalho.

Já a Etapa 3 da implantação, criada pela divisão das empresas constantes do segundo grupo, seguirá o seguinte cronograma, a iniciar-se em 14 de janeiro de 2019:

Início: 10 de janeiro de 2019

  • Fase 1 – janeiro/2019 – Cadastro do empregador e Tabelas;
  • Fase 2 – abril/2019 – Cadastros dos trabalhadores e eventos não periódicos;
  • Fase 3 – julho/2019 – Folha de pagamento;
  • Fase 4 – novembro/2019 – Substituição da GFIP e compensação cruzada;
  • Fase 5 – julho/2020 – Eventos de Segurança e Saúde no Trabalho.

Ficou estabelecido ainda que o Comitê Gestor deverá definir, em ato específico futuro, o tratamento diferenciado, simplificado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte, ao Microempreendedor Individual (MEI) com empregado, ao segurado especial e ao produtor rural pessoa física, nos termos da legislação vigente.

A Resolução entrou em vigor no dia 05/10, data de sua publicação no Diário Oficial da União.

Veja a íntegra da Resolução CDES nº 5/2018.

Fonte: Informe CNT

5 anos PDS: os resultados do Programa de Direção por Simulador

“Os resultados do Programa de Direção por Simulador” é o sexto e último registro da série de vídeos gravados no fórum “Quais as contribuições da realidade virtual para a segurança viária”. O evento foi realizado em comemoração aos cinco anos do programa da Universidade Corporativa do Transporte (UCT).

O painel foi conduzido pelo palestrante João Rodolfo, coordenador da ação educacional e analista de projetos educacionais da Universidade. A UCT também disponibiliza a versão em áudio. Ouça:

Como os presidenciáveis pretendem enfrentar a crise urbana e habitacional

Basta circular pelas cidades brasileiras, perdendo horas em congestionamentos ou esperando ônibus ou metrôs que passam lotados – ou não existem! – para constatarmos que elas estão longe de alcançar um padrão razoável de funcionamento.

E mesmo quem, supostamente protegido por muros, entra muito pouco em contato com as condições precárias que marcam a situação habitacional de milhões de famílias, se assusta com o aumento do número de pessoas morando nas ruas ou a evidência desta precariedade, quando alguma tragédia, como o incêndio no Edifício Wilton Paes de Almeida, ganha as páginas dos jornais e outras mídias.

É de se esperar, portanto, que o tema das cidades, e da moradia e do transporte, em particular, estejam presentes nos programas de governo dos candidatos à presidência da República.

Entretanto, a realidade é bem diferente disso: as cidades e seus desafios são abordados por apenas sete dos 13 candidatos.

O tema não é sequer mencionado nos programas de Jair Bolsonaro (PSL), João Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB) e Cabo Daciolo (Patriota); e as diretrizes apresentadas por José Maria Eymael (DC) incluem um genérico “promover esforços para assegurar a todas as famílias a moradia digna, mediante políticas públicas específicas”.

Os demais candidatos abordam a questão urbana, incluindo o tema do saneamento, do transporte coletivo, da política habitacional e da regularização fundiária.

Para Geraldo Alckmin (PSDB) e Álvaro Dias (Podemos), trata-se de assegurar os bilhões anuais necessários para universalizar a coleta de esgoto e acabar com os lixões.

Os dois candidatos, assim como Marina Silva (Rede), propõem, inclusive, incorporar as Parcerias Público-Privadas (PPP) para captar recursos privados para estes investimentos. Já Guilherme Boulos (PSOL) e João Goulart Filho (PPL) rejeitam a privatização do saneamento.

Para o programa de Marina,  saneamento ambiental é um dos eixos centrais de uma política de transição ecológica, o que também está presente nos programas de Fernando Haddad (PT) e Boulos.

Também no tema do transporte urbano, a maior parte dos candidatos fala em investimentos para construção de trens, metrôs e corredores de ônibus. João Goulart Filho propõe, inclusive, a criação de uma empresa estatal (Metrobrás) para ampliar os metrôs nas grandes cidades.

Já Marina aponta o estímulo à conversão da matriz energética do transporte coletivo para uma energia limpa, enquanto Boulos menciona o estabelecimento de um teto para as tarifas de transporte público coletivo em todo o país.

Quanto à habitação, quase todos os candidatos que mencionam o tema falam de construção de casas populares, sendo que Ciro Gomes (PDT) e Haddad se referem especificamente à continuidade do Programa Minha Casa Minha Vida – que, de acordo com as diretrizes apresentadas por ambos, deve ser aperfeiçoada.

Na proposta do PT inclusive há uma meta: 2 construção de 2 milhões de novas moradias e um “subsídio localização” para garantir uma melhor localização dos conjuntos nas cidades. Mas tanto o programa de Haddad como os de Marina e de Boulos afirmam que a construção de casas não deverá ser a única proposta: locação social, urbanização de favelas e reforma de edifícios também fazem parte das diretrizes de governo propostas.

No programa de Boulos, o acesso à moradia digna entra também como um elemento de promoção dos direitos de afrodescendentes e população LGBTT, e a assistência técnica pública e gratuita aparece como subsídio para as construções populares.

Haddad, Boulos, João Goulart e Vera Lúcia (PSTU) mencionam a taxação de imóveis desocupados e sua mobilização para moradia. Finalmente, parece ser um consenso, entre todos os candidatos cujos programas incluem o tema urbano, a regularização fundiária e legalização das propriedades urbanas.

Sem apelo eleitoral, questões importantes para a política urbana – como a capacidade de gestão dos municípios, a coordenação das políticas entre municípios da mesma região ou conurbados e o planejamento de longo prazo, todos elementos muito importantes para a viabilização de qualquer plano ou política com efeitos duradouros – não aparecem nos programas.

Falar em bilhões de investimentos para zerar déficits históricos é mais fácil. No caso do saneamento por exemplo, há anos estão disponíveis recursos para financiamento de sua ampliação e mesmo assim, a coleta e tratamento de esgotos no Brasil avança muito pouco.

O tema da superação da fragmentação da política urbana, também central, aparece nas diretrizes de Ciro, Marina, Boulos e Haddad, que anunciam programas urbanos integrados multissetoriais, envolvendo moradia, transporte, saneamento etc.

Para Boulos, se trata de construir, a exemplo da saúde, um SUS das cidades, capaz de garantir recursos para a ampliação de áreas urbanizadas e também para sua manutenção permanente.

O programa de Haddad também menciona um Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano a ser estabelecido por um novo “marco regulatório do desenvolvimento urbano”.

Estas iniciativas requerem, entretanto, uma reforma do Estado – e até mesmo de nosso modelo federativo –, temas que infelizmente não estão na pauta do debate politico do país.

Fonte: Blog Raquel Rolnik. Clique aqui para acessar o texto na íntegra.

Eleições: o que os candidatos à presidência pensam sobre mobilidade e transporte

Está disponível a versão on-line da matéria da “Revista Ônibus” que aborda as propostas dos candidatos à presidência sobre a mobilidade urbana e o transporte.

A reportagem traz os principais pontos dos planos de governo de Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede), candidatos com maior destaque no ranking das pesquisas eleitorais.

A matéria também resume as reivindicações do setor de transporte. De acordo com a revista, o leitor poderá comparar as ideias dos presidenciáveis com as necessidades, os obstáculos e as oportunidades de melhoria, apontados por entidades representantes do setor.

Clique aqui para conferir o conteúdo completo.

Informe-se sobre o assédio sexual nos ônibus

Atualizado em 25/09/2018, às 18h28.

Importunação sexual agora é crime. O projeto de lei foi sancionado pelo presidente da República em exercício, o ministro Dias Toffoli.

Conforme a matéria da Folha de São Paulo, com a entrada da lei em vigor, podem ser enquadrados, por exemplo, homens que se masturbarem ou ejacularem em mulheres em locais públicos.

Outra mudança é o aumento de pena em um terço, caso os crimes de estupro sejam cometidos em:

  • local público;
  • transporte público;
  • à noite, em lugar ermo, com emprego de arma ou meio que dificulte a defesa da vítima.

Confira mais detalhes sobre a lei aqui.

Crime é comum no transporte

Vídeos de mulheres sofrendo assédio sexual dentro de ônibus em Recife, disponíveis em um site de conteúdo pornográfico, geraram indignação e uma enxurrada de comentários contra a violência à mulher nas redes sociais, de acordo com matéria do jornal O Globo. Clique aqui para conferir o conteúdo na íntegra.

Dados no Rio

De acordo com o Dossiê Mulher 2018, do Instituto de Segurança Pública (ISP), houve 444 casos de janeiro a  julho deste ano no estado. O aumento foi de 52% em relação ao mesmo período do ano passado, que teve 291.

 

Material gratuito para as empresas de ônibus

A Universidade Corporativa do Transporte (UCT) disponibiliza conteúdo didático para orientar os rodoviários, as empresas de ônibus e os passageiros.

Está disponível o cartaz para impressão, com informações sobre como fazer a denúncia. Ele foi elaborado de acordo com a Lei Estadual nº 7.856, de 15/01/2018, e, obrigatoriamente, deve ser fixado nos veículos das empresas de ônibus.

Para os rodoviários e passageiros, a UCT oferece acesso aos folhetos (colorido, preto e branco, frente e verso) que dão dicas para lidar com este tipo de situação.

A Real Auto Ônibus é uma das empresas de ônibus que aderiram à campanha. Confira na nossa página do Facebook.

Você pode assistir também aos melhores momentos do debate sobre o tema, realizado pela UCT, clicando no vídeo abaixo:

Estamos obesos de informação e anoréxicos de insights

Estes dias eu estava conversando com uma jovem senhora de 96 anos – não sei você, mas eu amo ouvir pessoas mais velhas. Em nossa conversa, eu fiz perguntas sobre a vida, sobre valores, sobre decisões e principalmente sobre a fé.

Essa jovem senhora me falava da vida vivida e não da vida vista pela janela (redes sociais). Saí dessa conversa com algumas certezas e muitas dúvidas – que ela não respondeu, seu olhar de compaixão dizia pra mim: filho, isso você precisa viver.

A vida raiz é a vida experimentada, com experiências reais. Nada substitui as cicatrizes. Se alguém vem me ensinar a andar de moto, a primeira pergunta que faço é: quantas vezes você caiu? Me mostra as cicatrizes. Deixa eu ver as rugas, as marcas do tempo? Eu busco a experiência de quem viveu na prática aquilo que ensina.

Ler, assistir ou ouvir, é legal, mas não basta. Quem estuda o assunto, diz que ao longo da vida, apenas 25% do conhecimento que adquirimos é explícito. 75% são implícitos. Tem de botar a mão na massa, tomar o tombo, ganhar a cicatriz…

Um antigo livro de Joelmir Beting tinha um título que sempre me fascinou: na prática, a teoria é outra. Por isso, sempre faço uma recomendação: respeite quem tem experiência. Mesmo que a pessoa não fale quatro idiomas, não tenha diploma no exterior, não saiba mexer no tablet, não tenha canal no YouTube ou não faça ideia do que seja Dragon Ball, ela caiu com a moto.

Aquela cicatriz vale infinitamente mais que as celeumas das teorias digitais.

Rodrigo Silva – Empreendedor e Consultor Empresarial; pós-graduado em Logística.

5 anos PDS: treinamento para melhorar a performance operacional

“A apresentação e treinamento com foco em melhoria de performance operacional” é o quinto registro da série de vídeos gravados no fórum “Quais as contribuições da realidade virtual para a segurança viária”. O evento foi realizado em comemoração aos 5 anos do Programa de Direção por Simulador, da Universidade Corporativa do Transporte (UCT).

O painel foi conduzido pelos palestrantes Rodrigo Feitosa, coordenador de controle CCO, e Rafael Cunha, supervisor de tráfego, ambos do VLT. A Universidade Corporativa do Transporte também disponibiliza a versão em áudio. Ouça:

Veja também:

5 anos PDS: aprendizado com o simulador de direção.

5 anos PDS: Sest Senat destaca o simulador de direção no desenvolvimento profissional.

5 anos PDS: palestra da Firjan aborda a tecnologia no simulador de direção.

5 anos PDS: palestra do Detran sobre o simulador de direção.

UCT transfere simulador de direção para nova sede

O Programa de Direção por Simulador (PDS), da Universidade Corporativa do Transporte, tem uma nova casa. Foi concluída a transferência do equipamento para a sede do Sindicato das Empresas de Transportes da Costa do Sol (Setransol), localizada na empresa de ônibus do Grupo Salineira – em Cabo Frio, Região dos Lagos.

Atualmente, são mais três simuladores distribuídos pelo estado do Rio de Janeiro: no sindicato TransÔnibus, em Nova Iguaçu; no sindicato Setrerj, em Niterói; e outro que ainda está em processo de definição de local, armazenado no município do Rio de Janeiro.

Ao longo dos cinco anos, o PDS já capacitou mais de seis mil motoristas e formou 320 educadores. Se seguir nessa velocidade, o simulador tem tudo para aproveitar o novo lar como um atalho para números bem maiores. Para saber disso e muito mais, fomos conversar com o coordenador do programa e analista educacional, João Rodolfo.

1) O simulador de direção estava anteriormente localizado no Sest Senat de Deodoro. Por que ele foi transferido para Cabo Frio?

JR – Durante os últimos cinco anos, dois simuladores da UCT atenderam as regiões da cidade do Rio de Janeiro: nos bairros de Paciência e de Deodoro, dentro das unidades do Sest Senat. Com a transferência do simulador da UCT para o Setransol, a ideia, agora, é atender os profissionais rodoviários que estão na Região dos Lagos e proximidades.

2) E qual destino a UCT dará ao outro simulador de direção?

JR – Este simulador, no futuro, poderá suprir as necessidades das empresas filiadas ao sindicato Rio Ônibus, na capital fluminense. Atualmente, estamos estudando qual o melhor local para instalá-lo.

Novo local do simulador da UCT na sede do Setransol, localizada no Grupo SMS. Foto: Divulgação UCT
Novo local do simulador da UCT na sede do Setransol, localizada no Grupo Salineira. Foto: Divulgação UCT

3) Vai haver alguma mudança nas aulas que serão aplicadas na nova sede?

JR – Temos os seguintes cursos no Programa de Direção por Simulador: Formação de Novos Motoristas; Aperfeiçoamento de Motoristas (de ônibus urbano, do sistema BRT e do serviço de fretamento e turismo) e Formação de Educadores. A princípio, não haverá mudanças na estrutura desses cursos, pois o conteúdo é padronizado, mas, cada educador, traz a realidade de sua empresa. Contudo, estamos conversando com os sindicatos e empresas já envolvidas no programa para, também, atualizarmos, juntos, o conteúdo teórico. Assim será possível deixar os profissionais sempre atualizados e alinhados com as principais necessidades do setor.

4) Quais são os principais benefícios do PDS para as empresas? E para os motoristas de ônibus?

JR – Com o simulador, trabalhamos o aspecto técnico da profissão, ou seja, o programa tem como objetivo principal identificar e corrigir os vícios de direção dos motoristas, reforçando a posição ideal de segurar no volante; a correta análise dos espelhos retrovisores, das luzes pilotos no painel e demais possíveis panes no ônibus; o momento certo de pisar na embreagem, de manusear a alavanca da caixa de marchas; a utilização das luzes indicadoras de direção (setas) etc. Tudo isso culmina numa direção mais preventiva (evitando acidentes) e econômica (beneficiando o motorista, as peças do veículo e o menor consumo de combustível). Até hoje, com o simulador, os profissionais experientes que passaram pelo curso de Aperfeiçoamento, eliminaram em mais de 80% os problemas como infração de trânsito, excesso de velocidade, acidente com culpa e direção perigosa, durante os três meses após o curso. Isso se comprova no Formulário de Acompanhamento, que determina quem é merecedor da certificação.

5) Como motoristas de ônibus devem se inscrever no Programa de Direção por Simulador, no Setransol?

JR – O condutor deve procurar a área de Gestão de Pessoas de sua empresa para que possa participar desta ação educacional pioneira no Brasil. A empresa negociará, com o Setransol, as datas disponíveis (são quatro aulas de quatro horas, ou seja, um total de 16 horas por turma) e registrar todo o processo na Plataforma de Gestão da Aprendizagem (PGA). Em caso de dúvidas, basta enviar e-mail para joao.sousa@fetranspor.com.br.

6) Quais empresas de ônibus da região poderão inscrever seus motoristas no Setransol?

JR – Além de todas as empresas da Região dos Lagos, filiadas ao Setransol (Dedo de Deus, Faol, Macabu, Montes Brancos, Rio Lagos, São Geraldo, São Pedro, Salineira e Sit Macaé), convidamos as demais que possuem garagens próximas, como Auto Viação 1001 e, também, empresas da região Norte, Noroeste e Serrana do Estado. Se for o caso, um grupo de empresas pode se juntar para formar turmas. Cada empresa interessada deve encaminhar seu educador para ser preparado e, assim, ministrar as aulas. Em breve, iremos divulgar as datas das reuniões em que o simulador será apresentado aos profissionais de Gestão de Pessoas, líderes operacionais, educadores e demais funcionários.

Entrevista: o novo treinamento para uso de elevadores em ônibus

*Atualizado em 28/09/2018

“A nossa demanda atual é capacitar mais de 14.000 motoristas de linhas intermunicipais e dar sequência aos treinamentos dos novos motoristas que entram, o tempo todo, nas empresas de ônibus, distribuídas pelo Estado.”

A Universidade Corporativa do Transporte (UCT) dá o pontapé inicial no treinamento de motoristas e educadores para operação de elevadores de acessibilidade nos ônibus.

No dia 30 de agosto, foi lançada uma turma-piloto no Sest Senat São Gonçalo, em parceria com a fabricante de plataformas elevatórias FocaBraun. Participaram quase 30 educadores das empresas de ônibus filiadas ao Setrerj.

O objetivo é auxiliar as empresas do setor no estado do Rio de Janeiro, desde o momento da parada do ônibus até a segura acomodação do cliente-passageiro.

A ação educacional surge diante das exigências do Detro/RJ. Ela obriga a fixação da certificação dos profissionais que dirigem os ônibus intermunicipais na utilização do elevador de acessibilidade. Esta regulamentação passou por uma reformulação. Clique aqui para ter acesso ao documento.

Conversamos com o coordenador do Programa da UCT, João Rodolfo, que respondeu 16 questões sobre essa iniciativa.

1) Quais são os principais pontos dessa portaria?

João Rodolfo – Segundo a portaria, os veículos de transporte público coletivo intermunicipal de passageiros precisarão ter um adesivo exposto, informando que o condutor do ônibus está capacitado para operar o elevador de acessibilidade.

A norma da ABNT NBR 15646:2016 estabelece que o responsável por esse tipo de certificação seja o fabricante ou agente autorizado. Por isso, a UCT busca uma parceria com os fabricantes que forneçam equipamentos utilizados no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, empresas como FocaBraun, Ortobrás e Palfinger.

A ideia é que elas possam treinar agentes autorizados, ou seja, educadores das empresas de ônibus e dos sindicatos e, também, das unidades do Sest Senat.

A nossa demanda atual é capacitar mais de 14.000 motoristas de linhas intermunicipais e dar sequência aos treinamentos dos novos motoristas que entram, o tempo todo, nas empresas de ônibus, distribuídas pelo Estado.

Periodicamente, a Federação enviará ao Detro/RJ um relatório dos condutores capacitados e os responsáveis por este treinamento.

2) Quem são os envolvidos nesse Projeto?

JR – São eles:

* O Detro/RJ (Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro), que regulamentou a lei e fiscalizará as empresas quanto ao cumprimento da mesma.

* A Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), por meio da Universidade Corporativa do Transporte, elo entre os envolvidos no projeto, a fim de estimular o cumprimento da lei, estruturando a logística para a aplicação do Programa e acompanhando a implementação de todo o processo,por meio da disponibilização do sistema de gestão (PGA – Plataforma de Gestão da Aprendizagem), de modo a prestar contas sobre a implementação ao Detro/RJ.

* Os sindicatos patronais (Sinterj, Sindpass, TransÔnibus, Setransduc, Rio Ônibus, Setransol e Setranspass), que auxiliarão a Federação na divulgação e logística de todo o processo para as empresas a eles associadas.

* O Sest Senat (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), que atuará como parceiro na disponibilização de espaço físico (sala de aula e pátio) e de profissionais, que também serão preparados e certificados como “agentes autorizados” na multiplicação dos conteúdos para os condutores das empresas.

* As empresas de ônibus que possuem linhas intermunicipais, responsáveis pelo cumprimento da lei em questão, indicarão a equipe de multiplicadores e fornecerão ônibus com elevador nas marcas e modelos necessários, e, após os cursos para os educadores, a escala de trabalho dos condutores, necessária para a formação de turmas, visando a operacionalizar a capacitação em conformidade com os prazos definidos na legislação.

* Os fabricantes dos equipamentos (FocaBraun, Ortobrás e Palfinger), que, por exigência da Norma da ABNT NBR 15646, são os responsáveis por formarem os educadores do Sest Senat, da UCT e/ou das empresas, a fim de que estes se tornem os agentes autorizados na certificação dos motoristas.

3) A quem se destina o treinamento para uso de elevadores nos ônibus?

JR – Nesse primeiro momento, as fabricantes vão certificar os educadores das empresas, dos sindicatos e das unidades do Sest Senat.

Depois, as empresas optarão por capacitarem seus motoristas da forma que mais for conveniente, seja na garagem, ou em uma unidade do Sest Senat mais próxima. Quanto aos educadores, poderão ser da própria empresa, ou dos sindicatos, ou do Sest Senat, sendo que esses precisarão ter a certificação dos fabricantes, como agentes autorizados para capacitação.

4) Como vai funcionar o treinamento para as empresas de ônibus que usam tipos diferentes de elevadores?

JR – A empresa que possui veículos com plataformas elevatórias de mais de um fabricante, precisará encaminhar seus educadores em cada um dos treinamentos, que os fornecedores aplicarão em datas diferentes.

O educador que receber o treinamento Foca, por exemplo, não poderá certificar os motoristas de sua empresa no elevador Ortobrás. Ele precisará ter a habilitação dos dois fabricantes.

5) Qual a ementa dos cursos?

JR – Os fornecedores concordam com uma carga Horária de 4h (para o curso de cada fabricante), contendo os seguintes tópicos:

I. Introdução

  1. Normas 15570 e 15646 (itens de acessibilidade)
  2. Práticas de ensino (no caso do curso para educadores) e atendimento a cliente com mobilidade (no caso do curso para motoristas)
  3. Apresentação

1.  Identificação dos componentes da plataforma

2. Características técnicas

3. Controle de Comandos

III. Operação

  1. Princípio de funcionamento
  2. Precauções antes da operação
  3. Posicionamento do usuário
  4. Procedimento de operação
  5. Procedimento de operação em caso de falha no sistema elétrico

6) Quais são os fabricantes e modelos presentes no estado do Rio de Janeiro?

JR – Fabricante Ortobrás:

– Modelo AUT 1100 – Automático

– Modelo SAN 1100 – Semiautomático

– Modelo SAU 900 – Bagageiro

Fabricante Foca:

– Modelo AT – Automático Eletropneumático

– Modelo SL-SAP – Semiautomático Eletropneumático

– Modelo SL-ATH – Automático Eletro-Hidráulico

– Modelo SL-SAH – Semiautomático Eletro-Hidráulico

– Modelo OA-SAH – Bagageiro Semiautomático Hidráulico

Fabricante Palfinger:

– Modelo PLU2.5A – Automático

– Modelo PPU-3.0S – Semiautomático

– Modelo DPM – Dispositivo de Poltrona Móvel

Motoristas e educadores participam de treinamento sobre uso de elevadores da fabricante Foca
Educadores participam de treinamento sobre o uso de elevadores da fabricante Foca – Divulgação UCT

7) Qual a programação de cursos para agentes autorizados na capacitação?

JR – As datas contemplam os cursos das fabricantes Foca e Palfinger. As inscrições dos educadores serão feitas pela PGA. Quanto aos outros fornecedores, ainda será fechado um cronograma.

CONSULTE OS NÚMEROS DAS TURMAS AQUI.

ENTENDA COMO VAI FUNCIONAR O PROCESSO:

Organograma 1

Organograma 2

Organograma 3

8) Quem pode ser capacitado como Agente Autorizado para Capacitação?
JR – Educadores, técnicos da segurança do trabalho, profissionais da manutenção, líder operacional ou motorista sênior que possa multiplicar a informação.

9) Qual o prazo para que todos os treinamentos sejam concluídos?

JR – Agosto/2019 será o prazo final para que todos os condutores de linhas intermunicipais sejam capacitados em todo o estado do Rio de Janeiro, sendo que teremos uma meta de pelo menos 1.500 motoristas para treinarmos, por mês, a partir de outubro/2018.

10) Quem certificará o motorista em caso de perda do certificado?

JR – O educador que aplicou o treinamento é quem certificará o motorista. Embora o Sest Senat, sindicato ou empresa de ônibus imprimam o certificado, quem terá os dados informados no documento e sua assinatura é o educador.

Caso o condutor perca a carteira, terá que recorrer ao educador para que o mesmo assine uma nova, com a data em que ocorreu o treinamento. Cabe à empresa estipular uma ação educativa para casos de reincidência da perda da certificação.

Caso não haja mais a possibilidade do educador preencher e assinar uma nova certificação, o motorista terá que realizar um novo curso.

11) Cursos já realizados por educadores das empresas terão validade?

JR – Não. Pela norma atual, apenas fabricantes e agentes autorizados podem aplicar o curso. Caso o educador não tenha uma certificação do fornecedor que o habilite como agente autorizado, os seus treinamentos não terão validades para esta Portaria.

12) Como fazer em casos como saída e indisponibilidade de educadores da empresa?

JR – É possível recorrer ao sindicato ou à unidade do Sest Senat mais próxima para capacitar seus novos motoristas, caso o educador capacitado pelo fornecedor esteja impossibilitado ou saia da empresa.

13) Como proceder em caso de novos modelos de elevadores que não estejam contemplados neste atual treinamento?

JR – Ao instalar um novo modelo, o fabricante deve aplicar o treinamento, certificando seus educadores a serem agentes autorizados para capacitação.

14) Como serão feitos o controle e a comunicação ao Detro sobre os treinandos?

JR – O responsável por capacitar os motoristas (sejam Sest Senat, sindicato ou empresa) deverá registrar na PGA os dados de cada turma, aluno e educador na certificação dos motoristas. O Detro/RJ terá acesso às informações de todo o Estado por meio deste sistema: pga.uct-fetranspor.com.br.

Contato em caso de dúvidas: acesse o Manual do usuário ou envie e-mail para pga@uct-fetranspor.com.br!

15) O que acontece com a empresa de ônibus que não participar do treinamento?

JR – Segundo o artigo 3º da Portaria do Detro, o descumprimento submete o infrator à aplicação da multa prevista no código disciplinar dos serviços de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros.

16) A quem recorrer em caso de dúvidas sobre este Programa de ensino?

JR – Entre em contato com o seu sindicato ou com a Universidade Corporativa do Transporte (UCT): João Rodolfo, coordenador do programa, pelo e-mail: joao.sousa@fetranspor.com.br.

Conheça as ações da Semana Nacional do Trânsito 2018

A Semana Nacional do Trânsito ocorre entre 18 e 25 de setembro. Este ano o tema é “Nós Somos o Trânsito”.

A data foi instituída à época da criação do Código de Trânsito Brasileiro, em 1997, e promove a realização de eventos de conscientização em relação ao assunto. Os temas abordados são escolhidos pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

Confira a programação divulgada pelo Detran-RJ

Biblioteca Parque Estadual

Data: 18 e 25 de setembro

Horário: 10h às 17h

Palestras, vídeos educativos, oficinas para crianças, jovens e adolescentes, jogo interativo sobre o risco da combinação entre celular e direção, exposição sobre a história do trânsito e sua evolução, painel interativo, distribuição de material educativo.

Data: 24 e 25 de setembro

Seminário “Nós somos o trânsito – um trânsito melhor no futuro”

Horário: 10h às 16h30

Blitzes educativas

Data: 18 a 25 de setembro

Em diferentes pontos da cidade do Rio. A ação é em parceria com a Operação Lei Seca e terá distribuição de material educativo.

Data: 21 de setembro: ação lúdica educativa no Engenhão

Horário: 9h às 13h

O evento é voltado para crianças e será distribuído material educativo.

Dia Mundial sem Carro

Data: 22 de setembro

Passeio ciclístico da Praça Saens Peña à Praça Quinze

Horário: 9h às 13h, com distribuição de material educativo

Data: 20 e 25 de setembro

Palestras “Trânsito seguro, compromisso de todos”, em empresas

Próximas ações complementares à Semana Nacional do Trânsito, no calendário de 2018, pelo Contran:

  • Setembro – Campanha da Semana Nacional de Trânsito (18 a 25 de setembro de 2018);
  • Outubro – Campanha de conscientização sobre o uso de cinto de segurança e de dispositivo de retenção infantil;
  • Novembro – Campanha de conscientização e respeito ao ciclista, e do Dia Mundial em Memória às Vítimas do Trânsito;
  • Dezembro – Ações de apoio à Campanha Rodovida, do governo federal (manutenção preventiva e documentação regular).

5 anos PDS: o aprendizado com o simulador de direção

“Ambiente de simulação de condução de trens para aprendizado individual e coletivo” é o quarto registro da série de vídeos gravados no fórum “Quais as contribuições da realidade virtual para a segurança viária”. O evento foi realizado em comemoração aos 5 anos do Programa de Direção por Simulador, da Universidade Corporativa do Transporte (UCT).

O painel foi conduzido pelo palestrante Fellipe Aguiar, coordenador de operações da SuperVia. A Universidade Corporativa do Transporte também disponibiliza a versão em áudio. Ouça:

Veja também:

5 anos PDS: Sest Senat destaca o simulador de direção no desenvolvimento profissional.

5 anos PDS: palestra da Firjan aborda a tecnologia no simulador de direção.

5 anos PDS: palestra do Detran sobre o simulador de direção.

 

Especial UCT: vídeos e textos sobre o atendimento ao cliente

Você sabia que o cliente tem uma data comemorativa? Ela é comemorada no dia 15 de setembro.

Não é por acaso que, no setor de transportes, ele é também a alma do negócio.

Mas, ao estender o tapete vermelho para o cliente, é preciso entender suas necessidades, que vão desde a compra de um cartão da bilhetagem eletrônica até o embarque e desembarque dos (as) passageiros (as) dentro dos ônibus.

Aproveitamos a ocasião para divulgar um vasto material, que vai ajudar a refletir um pouco mais sobre o tema.

O cliente é o maior patrimônio da organização.

Relacionar-se com o passageiro faz parte da viagem?

Dicas para passageiros do transporte coletivo.

Episódio – Adão, o motorista cidadão.

Websérie – Código de Conduta: Clientes

Confira também um curta-metragem animado que resume o que não se deve fazer, quando o assunto é atendimento ao cliente.

5 anos PDS: o simulador de direção no desenvolvimento profissional

“O Simulador de Direção como Ferramenta para o Desenvolvimento Profissional” é o terceiro registro da série de vídeos gravados no fórum “Quais as contribuições da realidade virtual para a segurança viária”. O evento foi realizado em comemoração aos 5 anos do Programa de Direção por Simulador, da Universidade Corporativa do Transporte (UCT).

O painel foi conduzido pelo palestrante Edson Teixeira, coordenador de Desenvolvimento Profissional do Sest Senat Unidade Deodoro/Rj. A Universidade Corporativa do Transporte também disponibiliza a versão em áudio. Ouça:

Veja também:

5 anos PDS: SuperVia e o aprendizado no simulador de direção.

5 anos PDS: palestra da Firjan aborda a tecnologia no simulador de direção.

5 anos PDS: palestra do Detran sobre o simulador de direção.

5 anos PDS: palestra da Firjan aborda a tecnologia no simulador de direção

“O uso do simulador na ótica do desenvolvedor” é o segundo registro da série de vídeos gravados no fórum “Quais as contribuições da realidade virtual para a segurança viária”. O evento foi realizado em comemoração aos 5 anos do Programa de Direção por Simulador, da Universidade Corporativa do Transporte (UCT).

O painel foi conduzido pelo palestrante Diego Barboza, pesquisador do Instituto Senai de Inovação, da Firjan/RJ. A Universidade Corporativa do Transporte também disponibiliza a versão em áudio. Ouça:

Veja também:

5 anos PDS: SuperVia e o aprendizado no simulador de direção.

5 anos PDS: Sest Senat destaca o simulador de direção no desenvolvimento profissional.

5 anos PDS: palestra do Detran sobre o simulador de direção.

UCT disponibiliza materiais sobre o eSocial

Atualizado em 31/08/2018

O eSocial prorrogou o início da segunda fase de implantação para as empresas com faturamento de até R$ 78 milhões. Saiba mais aqui.

As exigências desse novo sistema que vai unificar as informações dos colaboradores nas empresas traz mudanças nos processos e na gestão das equipes.

Confira o que a UCT tem produzido e indicado para ficar atualizado sobre o tema:

Transporte demanda mais de R$ 1,7 trilhão em investimentos, diz estudo

O valor assusta: R$ 1,7 trilhão. Este é o montante que o Brasil precisa para avançar quando o assunto é infraestrutura em transporte.

O dado faz parte do “Plano CNT de Transporte e Logística”. O levantamento da Confederação Nacional do Transporte identifica os principais projetos e os investimentos necessários para a implantação de um sistema de transporte integrado de cargas e de passageiros em todo o Brasil.

São 2.663 obras listadas como fundamentais, que demandam cerca de R$ 1,7 trilhão de investimentos nos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário, aéreo e transporte público urbano.

Só o setor rodoviário nacional necessita de investimentos em torno de R$ 568 bilhões.

No estado do Rio de Janeiro, serão necessários R$ 102,9 bilhões em 122 projetos, distribuídos nos seguintes setores:

  • Aeroportuário – 12
  • Ferroviário – 28
  • Hidroviário – 5
  • Portuário – 18
  • Rodoviário – 31
  • Terminal – 4
  • Urbano – 24

Já a região Metropolitana do Rio de Janeiro precisa de R$ 24, 7 bilhões em investimentos.

Acesse o relatório completo: planotransporte.cnt.org.br.

Você também pode consultar os detalhes de cada projeto (inclusive por região) neste link: planotransporte.cnt.org.br/#consulta.

 

 

5 anos PDS: assista à palestra do Detran sobre o simulador de direção

“O uso do simulador na primeira habilitação” é o primeiro registro da série de vídeos gravados no fórum “Quais as contribuições da realidade virtual para a segurança viária”. O evento foi realizado em comemoração aos 5 anos do Programa de Direção por Simulador, da Universidade Corporativa do Transporte (UCT).

O painel foi conduzido pelo palestrante Bruno Gomes, diretor de Ensino da Escola Pública do Detran/RJ. A Universidade Corporativa do Transporte também disponibiliza a versão com o áudio. Ouça:

O evento foi realizado no dia 17 de julho, em comemoração aos 5 anos do Programa de Direção por Simulador, da Universidade Corporativa do Transporte (UCT).

Veja também:

5 anos PDS: SuperVia e o aprendizado com o simulado de direção. 

5 anos PDS: Sest Senat destaca o simulador de direção no desenvolvimento profissional.

5 anos PDS: palestra da Firjan aborda a tecnologia no simulador de direção.

Inscreva-se no Ciclo de Palestras UCT “Comunicação Eficaz”

Que tal utilizar a comunicação eficaz para avançar no sucesso profissional?

Pegue carona nessa oportunidade da UCT! Venha aperfeiçoar a habilidade de trabalhar em equipe e, ainda, ser um influenciador no meio dos colegas rodoviários.

Clique aqui e inscreva-se já!

Turma na PGA: 14.318

Data: 04/09 (terça-feira)

Horário: 10h às 12h

Local: Espaço UCT – Universidade Corporativa do Transporte – Rua da Assembleia, número 10, andar 28, sala 2811 – Centro, Rio de Janeiro.

Palestrante:
Zuila Freire – atua como coach, é analista comportamental e especializada na orientação de pais e professores. Tem MBA em Gestão de Pessoas pela Universidade Estácio de Sá.

10 anos UCT: Conheça os vencedores do concurso de vídeos

A Universidade Corporativa do Transporte completou 10 anos de atividades no último dia 11. Diante de uma década de estímulo à educação dos rodoviários, a UCT promoveu um concurso para escolher os três melhores vídeos gravados pelos profissionais do transporte de passageiros por ônibus.

Abaixo, a lista dos vencedores, que foram escolhidos por um comitê multidiciplar, formado por colaboradores do Sistema Fetranspor.

Nome: Jorge Saulo Jesus dos Reis
Função: Educador
Empresa: Viação Redentor
Sindicato: Rio Ônibus
Nome: Esequias Nunes da Silva
Função: Despachante
Empresa: Expresso São Francisco
Sindicato: TransÔnibus
Nome: Geová Ferreira Malheiros
Função: Educador
Empresa: Santo Antonio Transportes
Sindicato: Setrerj
Os três primeiros lugares ganharam um e-reader (leitor de livro digital).

Existência da UCT destaca importância da educação corporativa

Para muitos rodoviários, que não tiveram a oportunidade de avançar no investimento da educação, a Universidade Corporativa do Transporte (UCT) pode ser vista praticamente como uma grande escola.

Mas você sabia que a Fetranspor tinha uma área educacional com esse nome pomposo?

Para falar a verdade, primeiro, é essencial entender o que é uma Universidade Corporativa.

Esse nome, que pode soar estranho para muitos, não surgiu à toa. Tem muita gente qualificada nas academias, que se debruça horas pesquisando, justamente, sobre esse assunto.

Basicamente, uma universidade corporativa dedica-se à educação aplicada ao contexto de um negócio. Isso quer dizer que uma das “entregas” de uma universidade corporativa pode ser cursos para os colaboradores voltados ao negócio em que a empresa atua.

Para ficar mais claro, algumas universidades corporativas, por exemplo, desenvolvem cursos voltados para a área automobilística; outras, por sua vez, já desenvolvem cursos voltados à área de telecomunicações. Vai depender do setor de negócio em que a empresa atue. Mas isso não quer dizer que os temas sejam só sobre assuntos técnicos.

Embora voltados a um contexto de negócio, os cursos podem envolver uma parte comportamental e também de ética, de cidadania, etc. Afinal, o colaborador é um profissional integral, em que o lado técnico é apenas uma parte que o compõe.

O que se vê no mercado é que a maioria das universidades corporativas atendem a uma empresa e, portanto, seu público-alvo é interno. Mas a UCT é diferente.

Diferente porque ela atende um público externo: os sindicatos e as empresas de ônibus.

Então, a UCT é classificada como universidade corporativa setorial. Mais um nome para guardar. E isso não é novidade no Brasil, não!

A professora Marisa Eboli, da Fundação Instituto de Administração (FIA – USP), conta que as experiências com universidades setoriais no país são muito bem sucedidas. Segundo ela, essa tendência cresce porque as pequenas e médias empresas conquistam, cada vez mais, peso na economia.

Marisa Eboli também ressalta que estas empresas investem em formação permanente, mesmo não tendo a estrutura e a condição de uma grande organização. A saída? Elas têm como base alguma associação ou federação patronal.

E a professora ainda destaca alguns exemplos: “Temos a Fetranspor, com a UCT; a Febrabran, com o Instituto de Educação Febrabran; o Sindpeças que lançou também a formação para empresas que fornecem serviços ao setor automotivo; o próprio Sebrae, com a Universidade Sebrae, que não deixa de ser uma universidade setorial, para os empreendedores de pequenas e médias empresas.”

Fábio Cássio Costa Moraes, diretor do Instituto Febraban de Educação (INFI), afirma que os valores aplicados à educação corporativa devem focar na produtividade, excelência e competitividade, e assinala quatro eixos que julga fundamentais.

O primeiro é a qualidade, o foco no cliente e a segurança nos conteúdos do setor. O segundo diz respeito aos valores relacionados à competitividade. Um setor mais competitivo estará mais preparado para os desafios do dia a dia, pontua o diretor. O terceiro fala da abertura à mudança. O último, em deixar o setor mais próximo da sociedade e da comunidade.

Os ônibus do Rio precisam melhorar

Há quase oito anos escrevi um artigo aqui no Jornal do Brasil mostrando que a população carioca vivenciava a decadência do transporte por ônibus na região metropolitana do Rio, apesar da fortíssima e crescente demanda por transporte público, na época. Essa situação não era diferente em praticamente todas as cidades brasileiras de médio e grande portes, cujas empresas de ônibus estavam com dificuldades para atender à demanda, visto que a concorrência estava cada vez maior e diversificada.

Atualmente, em plena crise política e econômica do país, o transporte no Rio encontra-se em situação periclitante, devido à retração da demanda, decorrente do desemprego e da diminuição do poder de compra da população. Somente em 2017, o número de passageiros pagantes transportados diariamente por ônibus caiu 10,3%, em relação a 2016, no Município do Rio, segundo a Fetranspor.

Os usuários não mais toleram os excessivos tempos de viagem e de espera nos pontos nem o pouco alcance de itinerários, o desconforto e a irregularidade da frequência dos ônibus. No caso do Rio, vale dizer que não falo de regiões privilegiadas, como Zona Sul e parte da Zona Norte, onde podem ser encontrados ônibus novos e refrigerados. Falo da maioria dos bairros da cidade, principalmente na Zona Oeste, Leopoldina, Baixada e Niterói e São Gonçalo) onde a população sofre com desconforto, superlotação, impontualidade, escassez e falta de linhas.

Para comprovar tudo isso, o portal Mobilize – Mobilidade Urbana Sustentável – divulgou, em maio, dados da avaliação do transporte público de três capitais: Belo Horizonte, São Paulo e Rio, pelo aplicativo de celular MoveCidade, cujos resultados foram enviados às respectivas secretarias de Transporte municipais e estaduais, pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.

No Rio, o aplicativo permitiu a avaliação da qualidade dos ônibus municipais por 1.295 usuários, entre 25/09/17 e 24/03/18, cujas notas, de 0 a 10, foram: 3,46 para limpeza e manutenção (veículo); 4,84 para motorista (respeito); 3,90 para lotação (conforto); 4,15 para trânsito (fluidez); e 3,64 para a segurança (veículo). A pesquisa também observou que foram muito criticadas a falta de informação nos terminais, além de acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, bem como o excessivo tempo de espera pelos ônibus, que ultrapassam 15 minutos.

Os números do setor são implacáveis e, independentemente da crise, fatores como tarifa, tempo de viagem, estado dos veículos e trânsito contribuem para a queda do transporte nos ônibus nas cidades brasileiras, inclusive no Rio. Sob o ponto de vista empresarial, transporte coletivo é serviço e seu sucesso está ligado à qualidade da oferta. Penso que a reconquista do mercado perdido deve começar por uma nova cultura corporativa, alicerçada numa competente gestão profissional e numa política de recursos humanos baseada em recompensas pelo atingimento de metas de excelência. Quem gera receita para as empresas de ônibus é o usuário e esse tem de ser conquistado no mercado, uma vez que já não mais existe um mercado cativo.

Sob o ponto de vista público, transporte coletivo também é serviço e a responsabilidade dos poderes concedentes, municipais e estaduais, é regulamentar o setor e implantar a melhor política de transporte para a sociedade como um todo. Os poderes públicos não podem obrigar as pessoas a utilizar ônibus, mas podem induzi-las a utilizar um sistema legal, organizando, regulamentando, fiscalizando e oferecendo vantagens fiscais e operacionais às empresas concessionárias. Com certeza, a redução da tarifa, a melhoria da qualidade do transporte e investimentos em infraestrutura urbana podem atrair novamente o usuário. O setor precisa de ações que tragam resultados positivos, baratos e rápidos, como criação de faixas exclusivas monitoradas e fiscalizadas, para diminuir os tempos de deslocamentos, reordenamento das linhas e itinerários, para alcançar todos os locais de demanda, e integração física e tarifária entre todos os modos de transporte, dentro do conceito da multimodalidade, para permitir ao usuário fazer o percurso casa-trabalho com um só bilhete.

Fonte: Jornal do Brasil 

O uso de bicicletas na mobilidade urbana

A mobilidade urbana tem sido um dos assuntos mais recorrente entre as pessoas sensatas, assim como o uso de bicicletas para sua melhoria.

A frota veicular, só no ano de 2017, registrou um aumento de 1,37%, fazendo com que passassem a circular nas ruas brasileiras mais de 65 milhões de veículos.

Esse crescimento faz com que, não apenas a emissão de gases poluentes sofra uma alta preocupante, mas também os transtornos e os acidentes de trânsito sejam mais frequentes.

No entanto, o uso de bicicletas vem se mostrando uma excelente solução para a melhoria da mobilidade urbana. Além de promover uma maior possibilidade para o cumprimento do direito de ir e vir, esse é um meio de transporte muito mais econômico e saudável que todos os demais disponíveis.

Os maiores problemas da mobilidade urbana no Brasil e no mundo

Muitas cidades brasileiras estão começando a sofrer com problemas que antes eram exclusivos de capitais maiores, como as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, por exemplo.

O grande número de veículos promove imensos congestionamentos, limitações de locomoção, um maior índice de acidentes de trânsito e o aumento da poluição do ar. Essa última, por sua vez, vem aumentando os registros de problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos.

O problema de mobilidade urbana não é exclusivamente brasileiro. Existem muitos países que se encontraram em situações complicadas relacionadas à mobilidade urbana, mas que viram uma chance de mudar seus cenários no incentivo ao uso de bicicletas .

Alguns bons exemplos são as cidades de Amsterdã, capital da Holanda, onde existem mais bicicletas do que pessoas, e elas são prioridades no trânsito.

Há ainda a cidade de Copenhague, capital da Dinamarca, onde praticamente metade da população utiliza apenas a bicicleta como meio de transporte, tanto para ir trabalhar e estudar como para passeios, e esse número inclui os parlamentares locais.

Passos para otimizar a mobilidade urbana com o uso de bicicletas

O primeiro passo para facilitar a mobilidade urbana com o uso de bicicletas é promovendo vias seguras para que as pessoas possam circular tranquila e facilmente nas cidades.

Outro dos passos que pode e deve ser dado é a informação, pois é preciso que as pessoas realmente entendam a importância e os benefícios de preferir a bicicleta em invés dos veículos motorizados, especialmente para o deslocamento de pequenas distâncias.

O incentivo à substituição do meio de transporte também deve ser feito por meio dos órgãos governamentais, responsáveis pela mobilidade urbana de cada cidade.

Um bom exemplo de incentivo a essa substituição são os roteiros turísticos brasileiros desenvolvidos para bicicletas, que estão se tornando cada vez mais comuns, especialmente nas principais cidades, como o Rio de Janeiro, onde existem diversos pontos em que é possível alugar bicicletas para realização de passeios.

Não podemos nos esquecer do aumento do ecoturismo no Brasil, que incentiva passeios a pé e de bicicleta, para que a experiência seja melhor aproveitada.

Esses são os principais passos para que a mobilidade urbana seja otimizada com o uso de bicicletas, mas cada um pode fazer sua parte, deixando o carro um pouco na garagem.

5 anos PDS: rodoviários participam do debate sobre simulação de direção

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Palestrantes analisam as contribuições da simulação de direção para a segurança viária – Divulgação UCT

Para comemorar os cinco anos do Programa de Direção por Simulador, a Universidade Corporativa do Transporte (UCT) realizou, dia 17 de julho, no Espaço UCT, o fórum “Quais as contribuições da realidade virtual para a segurança viária?”.

O evento reuniu, como palestrantes, representantes do Detran/RJ, do Instituto Senai, da SuperVia, do VLT, do Sest Senat e da própria UCT, para falarem das experiências dessas instituições na utilização do simulador de direção nos processos de formação de seus condutores.

Na abertura, a diretora da UCT, Ana Rosa Bonilauri, destacou o pioneirismo da instituição e da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro, ao trazerem para o Brasil, há cinco anos, o primeiro simulador de direção para o transporte por ônibus, que foi adotado, inicialmente, no treinamento de motoristas de ônibus de linhas urbanas e cuja primeira turma começou no TransÔnibus, dia 15 de julho de 2013.

Detran e Senai

Bruno Gomes, diretor de Ensino do Centro de Formação de Condutores da Escola Pública de Trânsito (EPT), do Detran/RJ, foi o primeiro a falar. Ele explicou como se dá o uso do simulador para a primeira habilitação. “O simulador tem muito valor para quem nunca teve contato com o veículo”, disse.

Entre as vantagens, Gomes destacou: identificação dos comandos e controles do veículo, bem como conhecimento detalhado do mesmo e assimilação de automatismos corretos. O diretor aproveitou para falar sobre o projeto “Cidadania sobre Rodas”, promovido pela EPT e voltado para pessoas com deficiência e cujo curso teórico é aplicado em libras, linguagem de surdos.

A segunda palestra ficou a cargo do pesquisador e mestre em computação do Instituto Senai de Inovação em Sistemas Virtuais de Produção, Diogo Barboza, que falou sobre “O uso do simulador na ótica do desenvolvedor – o alto custo de fabricação, manutenção e atualização x investimentos garantidos”.

Ele destacou as tecnologias existentes no campo da realidade virtual, como os óculos para realidade ampliada e mista, a criação de hologramas sobre o ambiente físico, entre outras.

Barboza também mencionou que mais de US$ 2 bilhões já foram investidos em startups neste setor e mais de US$ 1 milhão de aparelhos voltados para este segmento, sejam na área de entretenimento ou empresarial, foram vendidos em 2017. Sobre os custos para se investir em treinamentos com simuladores, o pesquisador explicou que, apesar de alto, é um valor que se paga em pouco tempo.

Rodoviários participam do debate
Rodoviários participam do debate que terá vídeo com os melhores momentos disponibilizados no site

Sest Senat e SuperVia

O coordenador de Desenvolvimento Profissional da Unidade de Deodoro do Sest Senat, Edson Teixeixa, ministrou a palestra “O simulador de direção como ferramenta para desenvolvimento profissional”.

Segundo Teixeira, o principal objetivo desse tipo de treinamento é oferecer ao aluno um ambiente seguro para reagir de maneira correta em situações adversas e de risco.

As vantagens são: acelerar a aprendizagem, despertar a conscientização do aluno, desenvolver a prática da direção defensiva e atuar na prevenção de acidentes. “Além disso, fortalece as habilidades cognitivas, como noção de espaço, memória e percepção, e melhora a atuação e sensibilidade visual”, disse.

O representante da SuperVia, o coordenador de Operações e engenheiro eletricista, Fellipe Gonçalves Aguiar, explicou como funciona o ambiente de simulação para condução de trem.

Ele informou que são formadas turmas, cujos participantes podem observar e acompanhar, à distância, o que se passa na cabine com o maquinista que está em treinamento, “permitindo uma aprendizagem mais eficiente”.

Segundo Aguiar, o primeiro contato do futuro profissional com a ferrovia se dá no simulador. Há também o curso de reciclagem anual, para todos os maquinistas, e o pontual, para alguns casos identificados pela operação. Entre os benefícios do treinamento no simulador, ele destaca a melhoria da maturidade dos condutores e a otimização do tempo de formação e dos custos de treinamento, formação e reciclagem.

O coordenador do Programa de Direção por Simulador, João Rodolfo, apresenta o balanço de cinco anos de atividades - Divulgação UCT
O coordenador do Programa de Direção por Simulador, João Rodolfo, apresenta o balanço de cinco anos de atividades Divulgação UCT

VLT e UCT

Pelo VLT, estiveram presentes o coordenador do Controle do Centro Operacional (CCO) e Treinamentos com o uso do Simulador de Direção, Rodrigo Feitoza, e o supervisor de Tráfego, Rafael Cunha, que palestraram sobre a “Apresentação e treinamento com foco em melhoria de performance operacional”.

Segundo Cunha o treinamento com simulador na empresa ocorre em três etapas (teoria, prática e avaliação de condução prática), com duração de um mês cada.

Assim como na SuperVia, no VLT também são formadas turmas que podem observar o colega em treinamento.

Feitoza explicou que no começo da operação do VLT os condutores eram enviados à França para serem treinados. “Atualmente, são 87 condutores e todos passam pelo simulador, além dos controladores, supervisor e instrutor”, disse.

O último palestrante foi o coordenador do Programa de Direção por Simulador da UCT/Federação, João Rodolfo de Sousa, que apresentou alguns dos resultados já alcançados nesses cinco anos de uso do equipamento.

Segundo João Rodolfo, mais de seis mil motoristas já foram capacitados, além de 320 educadores. Ele explicou que o Programa envolve, além do simulador, outras ferramentas, como quiz, reportagens, dramatização, debates, cases e vídeos.

Entre empresas participantes do Programa, 86% revelaram que o desempenho dos motoristas melhorou. Além disso, houve redução de 51% dos erros no simulador durante o processo de ensino.

João Rodolfo também destacou as principais vantagens do treinamento, como: correções de vícios de direção, menor consumo de combustível e desgaste de peças, maior precisão na identificação de panes no veículo e cenário, bem como dos riscos de direção, maior satisfação dos funcionários e, claro, redução do índice de acidentes e consequentemente dos gastos.

Apresentações no site

Após as palestras, foi realizado debate, com perguntas da plateia, formada por motoristas, educadores, líderes operacionais e profissionais de Recursos Humanos. O debate foi coordenado pelo gerente da UCT, Ronaldo Luzes.

As palestras foram gravadas e, em breve, também estarão disponíveis no site.

5 anos PDS: baixe o material das apresentações do fórum

A segurança no transporte

Nós sabemos o quanto os acidentes oneram as empresas. Vidas são perdidas e há custos com seguros e questões judiciais.

As instituições do setor de transporte têm se preocupado constantemente neste campo. De alguma forma isso ajuda, pelo menos, a minimizar o estrago.

Mas quero dar minha contribuição, para o setor, com uma abordagem que considero importantíssima. É uma reflexão.

Há alguns anos, acompanho o modelo de gestão da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), por meio do Prêmio de Qualidade, do qual sou examinador desde 2009, e, também, tutor do programa de Gerência da Qualidade, implementado pela instituição, em parceria com a Fetranspor.

Embora esses dois programas tenham sido descontinuados, eles trouxeram a questão da segurança como um pilar de sustentação da gestão.

No meu entender, sem esse tipo de programa, cria-se um vácuo no sistema.

Há alguns anos acompanho, como consultor/instrutor, o modelo de gestão da Ambev, desenvolvido por Vicente Falconi.

Este modelo tem pilares focados em resultados. Este termo é muito forte na cultura da Ambev. Tão forte que gera muitas reações contrárias, dos defensores de uma linha mais humanizada.

Acontece que, sustentando todo esse chapéu da gestão por resultados, existem pilares como GESTÃO, GENTE, FINANCEIRO, TRADE, VENDAS e SEGURANÇA.

O pilar (SEGURANÇA) recebe tanta atenção que necessita ser reforçado todos os dias.

“Toda empresa, em todos os níveis, precisa respirar segurança.”

Ninguém entra na empresa (visitantes) sem antes assistir ao vídeo institucional sobre o tema. Ninguém caminha no interior da empresa sem os equipamentos e coletes da segurança.

Chega a ser paranoico, mas a constância e a rigorosidade, que a princípio causavam até repúdio, foram se internalizando, e, hoje, já vemos que existe o hábito por repetição e por conscientização.

Se o item SEGURANÇA não estiver atendido (CONFORMIDADE), fatalmente a empresa, vai amargar uma reprovação e poderá não ser qualificada nas auditorias.

Se você visitar a empresa, vai perceber algum conteúdo sobre segurança no trabalho e sinalizações. Muitas vezes, o tema também será debatido em reuniões, mesmo sem a presença do técnico de segurança.

5 anos PDS: baixe o material das apresentações do fórum

A Universidade Corporativa do Transporte promoveu o fórum “Quais as contribuições da realidade virtual para a segurança viária”, em comemoração aos cinco anos do Programa de Direção por Simulador (PDS).

Em breve, a UCT irá disponibilizar o vídeo com os melhores momentos.

Segue abaixo a lista com os arquivos da apresentação disponibilizados para consulta pública com aprovação dos palestrantes:

Palestrante: Bruno Gomes, diretor de Ensino do Centro de Formação de Condutores da Escola Pública de Trânsito do Detran.

Palestrante: Diego Cordeiro Barboza, pesquisador no Instituto Senai de Inovação em Sistemas Virtuais de Produção, da Firjan.

Palestrante: Edson Teixeira, coordenador de Desenvolvimento Profissional da unidade de Deodoro do Sest-Senat.

Palestrante: Rodrigo Feitoza, coordenador do Controle do Centro Operacional  (CCO) e Treinamentos com o uso do simulador de direção do VLT.

João Rodolfo de Sousa, coordenador do Programa de Direção por Simulador da UCT/Fetranspor.

Tecnologia como aliada da segurança pública

O nome – “botão do pânico” – certamente não faz justiça ao dispositivo, que poderia se chamar “botão antirroubo” ou “botão seguro”. Mas o fato é que essa tecnologia vem sendo cada vez mais utilizada como parte das medidas de segurança adotadas por empresas e poder público para reduzir os índices de violência no transporte público. O equipamento é uma forma de comunicação direta que pode ser acionada por motoristas ou cobradores para denunciar casos de assalto, arrastão, assédio sexual e outros tipos de ocorrências registradas nos coletivos ou em terminais e estações. Versões digitais do conceito, disponíveis em aplicativos para celular, permitem que usuários do serviço também alertem as autoridades quando há casos de violência.

O botão do pânico já integra as frotas de muitas cidades. Enquanto em alguns lugares foram aprovados projetos de lei que definem a obrigatoriedade da instalação desse equipamento nos coletivos, em outros as propostas estão sendo analisadas. Há ainda cidades que já utilizam a tecnologia por opção das próprias empresas operadoras. As capitais Curitiba (PR) e Goiânia (GO) são exemplos de utilização dessa medida de segurança.

Como Funciona

O botão do pânico pode ser implementado de duas maneiras. A primeira e mais comum consiste na instalação do dispositivo no interior dos ônibus coletivos, em estações ou terminais. Nesse caso, o acessório deve ficar posicionado em local de fácil acionamento, mas não deve ser visível. Em geral, não há um custo extra por ser um item já existente nos equipamentos instalados para o controle operacional e fazer parte de uma série de tecnologias embarcadas de fábrica nos veículos novos, que podem ser ativadas ou não. Veículos de modelos anteriores, já em operação, podem demandar algum investimento para a instalação do recurso.

Em Curitiba, o botão do pânico está instalado desde 2012 em 1.564 ônibus urbanos e 369 estações-tubo, segundo informações do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp). O sistema é disponibilizado ao motorista no interior dos veículos e no posto de cobrança das estações-tubo, que conta com o sistema de câmeras como apoio para fiscalização. O botão é instalado em local estratégico para evitar os disparos acidentais e só pode ser acionado por operadores das empresas de transporte.

Após ativado, o dispositivo utiliza as tecnologias WEB / GPS / SMS para contatar o Centro de Controle de Operações (CCO) da Urbanização de Curitiba (Urbs) e informar a ocorrência. “Quando acionado o botão, surge um alerta na tela dos nossos computadores e um sinal sonoro para avisar sobre o disparo. A empresa responsável pelo veículo também recebe essa mensagem e os profissionais são orientados a acionar a Guarda Municipal ou Polícia Militar”, detalha Amilton Daeme, gestor de Fiscalização de Transporte da Urbs.

Apesar do bom funcionamento do sistema, Daeme acredita que é necessário realizar treinamentos para os operadores com o intuito de diminuir os acionamentos acidentais. O gestor ainda afirma ser fundamental estabelecer uma relação mais direta entre a tecnologia e a segurança pública. “A maior urgência é que o botão seja acionado diretamente nos setores de segurança, seja Guarda Municipal ou Polícia Militar, para acelerar o processo, pulando essa etapa de um terceiro precisar informar sobre a ocorrência”, pontua.

Funcionando de maneira parecida com a tecnologia presente nos ônibus de Curitiba, o botão do pânico não é novidade em Goiânia. Presente nos coletivos desde 2008, a tecnologia tem garantido mais segurança para os passageiros em toda a frota da capital. O sistema foi definido pelas empresas consorciadas e a área de Segurança do RedeMob Consórcio como alternativa viável e necessária às demandas.

Em situações de emergência, o motorista aciona o botão e uma mensagem é transmitida até uma central de segurança que dá encaminhamento perante a Polícia Militar. Por meio das informações de localização do ônibus, é encaminhada a viatura disponível mais próxima para realizar a abordagem do veículo. “O sistema é de fácil manuseio pelo motorista e o diferencial é a mensagem ser silenciosa aos ocupantes do veículo, preservando o sigilo do denunciante. O resultado das abordagens tem sido muito positivo, devido à característica da ação de surpresa”, observa Sandro Guimarães, gerente de segurança da RedeMob.

Tecnologia para usuários

Outra possibilidade de utilização do botão do pânico é oferecida aos usuários do transporte coletivo que encontram a tecnologia em softwares para celulares. O Cittamobi é um exemplo de aplicativo que, além de informações sobre o funcionamento do transporte público, possui o Botão de Incidente Grave (BIG). O aplicativo, desenvolvido pela Cittati, está disponível para download em Android e IOS, mas apesar de estar presente em mais de 70 cidades e ter mais de 6 milhões de downloads, a função que aciona o botão do pânico ainda não está habilitada em todas as localidades.

Fernando Matsumoto, gerente de produtos da Cittati, explica que a inclusão da funcionalidade só é possível mediante interesse dos órgãos públicos e empresas operadoras. “Quando surge a parceria com a Cittati, a empresa operadora busca a prefeitura ou órgão gestor da cidade para apoiar. Eles são responsáveis por providenciar uma central de atendimento para as ocorrências e intermediar a relação com as autoridades de segurança”, conta.

A parceria também é fundamental para o monitoramento das incidências. “O tempo real nos permite saber exatamente a localização do veículo. Se o usuário estiver dentro do ônibus, é possível ainda identificar a placa e o prefixo do ônibus pelo aplicativo. São essas informações que facilitam o trabalho policial”, revela Matsumoto.

Para os órgãos de segurança é disponibilizada uma plataforma web que permite o recebimento de informações on-line sobre a denúncia. Nesse espaço também é oferecido um painel de controle digital com diversos gráficos para auxiliar a gestão da segurança pública da cidade.

O BIG já está funcionando em Sorocaba e Guarulhos, municípios de São Paulo. O botão permite quatro opções de denúncia: assalto a mão armada, assédio sexual, violência e outros. Caso selecione a última opção, o cidadão deve digitar o que quer registrar. Para realizar a denúncia, o usuário precisa também informar dados de identificação (nome, CPF, telefone e e-mail) para assegurar a comunicação.

Texto publicado no site da NTU.

Novos tempos para gestão de RH

Em tempos de inteligência artificial, a gestão de RH é mais desafiada do que nunca, entretanto, o dilema de quando usar robôs ou pessoas não é o único tema a ser discutido nos dias de hoje.

Novos recursos para melhor visualizar, reconhecer e gerenciar competências estão disponíveis na Internet e acessíveis pelo celular.

Isso é a verdadeira Transformação Digital na gestão de RH!

Vamos listar algumas novidades:

1. Primeiro passo é se livrar dos papeis:

Documentos

Documentos são necessários, mas eles tem que estar arquivados em meio digital e devem ser acessíveis em todos os processos em que o colaborador estiver envolvido.

Documentos do candidato devem entrar no sistema de gestão de documentos ainda na fase anterior de entrevistas.  O próprio colaborador poderá enviar os documentos pelo celular.  Além de se livrar dos papéis, a empresa passa uma imagem de ter uma boa organização para o seu futuro colaborador.

O documento, seja de caráter pessoal ou profissional será acessado somente por aqueles que tem direitos de ver como seus superiores ou profissionais do RH.

Quando forem documentos confidenciais como atestados médicos ou exames médicos, um critério de específico de confidencialidade será aplicado sem prejuízo do acesso às demais informações.  A critério da política da empresa, currículos, diplomas e certificados poderão ser acessados por todos.

2. Segundo passo é automatizar os processos de contratação e promoção:

Fluxos e Documentos

Como continuação da captura de documentos pela Internet, o candidato se tornará colaborador por meio de um fluxo de avaliação que envolve análise de currículo, testes, entrevista presencial ou online e outras avaliações.  Várias pessoas da companhia podem estar envolvidas no processo online, melhorando a capacidade da empresa em identificar potenciais e aproveitar os recursos da melhor forma possível.

Neste estágio, é possível colocar a Inteligência Artificial para identificar características chave logo de início e já encaminhar a análise de currículo com a sua recomendação inicial para competências e áreas de atuação.

3. Terceiro passo é implantar um sistema de avaliações profissionais:

Fluxos, Dados e Indicadores

Existem várias formas de avaliação profissional.  As mais conhecidas são as avaliações 180° e 360° e avaliações de objetivos. Estes processos nada mais são do que processos envolvendo os colaboradores individualmente mas iniciados em campanhas semestrais, anuais ou bianuais.

Permitir que o avaliador dê suas notas pelo celular é visto como um ponto positivo, pois ele fica menos exposto aos colegas que sentam ao lado e pode responder na área de convivência, ou outro local mais tranquilo.

Para as avaliações 180° e 360°, os temas são criados pela equipe de RH, os assuntos e perguntas também podem ser inseridos e modificados a cada campanha se necessário ou conveniente. As perguntas e temas são a base dos indicadores do avaliado e permanecerão na base de dados por todo o período que o colaborador estiver na empresa.

Para avaliação de objetivos e metas, o colaborador e seu superior escrevem os objetivos, aprovam, comentam aproveitando os recursos e a dinâmica de sistemas online.

Todas as informações: indicadores em cada processo em que foi avaliado geram curvas de evolução no tempo serão a melhor forma de retratar a vida do funcionário: sua adaptação aos departamentos por onde passou, sua evolução em atitude, competência e potenciais ainda não desenvolvidos.

Texto original publicado em Blog da LAB245: Tudo sobre Documentos, Dados e Processos.

Neymar, Messi ou Cristiano Ronaldo: quem você contrataria para a sua empresa?

Em tempos de Copa do Mundo, é natural que fiquemos monotemáticos – futebol, futebol, futebol. Mas já que calhou de termos dois (doloridos) dias sem jogos, comecei a pensar nos paralelos entre o jogo e os negócios.

E em um momento em que os dois melhores do mundo já foram para casa, enquanto o nosso craque segue no torneio debaixo de críticas, refleti: se pudesse contratar um deles para trabalhar comigo, qual seria?

Messi é um talento natural. Chamou a atenção desde cedo por sua eficiência, cunhou uma carreira irretocável em um CNPJ só e tem uma regularidade fascinante. É capaz de resolver projetos sozinho, mas também de trocar com seus pares, os ajudando.

Cristiano é obstinado. Não tem um talento tão latente, mas sempre é o primeiro a chegar e o último a sair. Trabalha, trabalha e trabalha. Pensa em todos os detalhes, desde ensaiar seu discurso da reunião até a roupa que vai vestir para a apresentação. Dos projetos dele cuida ele mesmo; mas não deixa de incentivar seus colegas.

Neymar é o especialista. Tem um dom natural para brilhar naqueles momentos que parece não haver saída.

Convive com certa inconstância quando o assunto são projetos de dia a dia, se ausenta do trabalho vez ou outra, mas é ele quem traz brilho e prêmios para as empresas onde trabalha.

Escolha difícil.

Sem dúvidas, trata-se de três talentos que fariam a diferença. E, pensando bem, poderiam todos eles trabalhar juntos no mesmo lugar. No entanto, a realidade é dura e é impossível pagar o salário de todos eles – nosso limite é um só, “nada mais” que isso.

A vida é uma Copa do Mundo, amigo (a)! Haaaaaja coração!! É teste pra cardíaco!!! Mas diz aí, professor(a), quem você contrataria para jogar ao seu lado?

Fórum comemora cinco anos do Programa de Direção por Simulador

Atualizado em 12/07/2018 – às 14h06

A Universidade Corporativa do Transporte (UCT) vai realizar, no dia 17/07/2018, de 9h às 12h, o fórum “Quais as Contribuições da Realidade Virtual para a Segurança Viária?”. O objetivo é comemorar e compartilhar experiências dos cinco anos do Programa de Direção por Simulador.

Para confirmar presença, envie e-mail para contato@uct-fetranspor.com.br. Informe nome completo, cargo e empresa.

Fórum “Quais as Contribuições da Realidade Virtual para a Segurança Viária?”

Data: 17/07/2018

Horário: 9h às 12h

Local:  Espaço UCT – Universidade Corporativa do Transporte – andar 28 – sala 2811 – Rua da Assembleia, número 10 – Centro – Rio de Janeiro

Programação:

8:30 – Café da manhã de boas-vindas

9:15 – Abertura  Ana Rosa Chopard Bonilauri – Diretora de Gestão de Pessoas e da Universidade Corporativa do Transporte – UCT/Fetranspor

9:25 – Apresentação da dinâmica do evento – Ronaldo Luzes – Gerente da Universidade Corporativa do Transporte – UCT/FETRANSPOR

9:30 – O uso do simulador na primeira habilitação  Palestrante: Bruno Gomes – Diretor de Ensino do Centro de Formação de Condutores da Escola Pública de Trânsito – EPT/Detran

9:50 – O uso do simulador na ótica do desenvolvedor  – o alto custo de fabricação, manutenção e atualização x investimentos garantidos –Palestrante: Diego Cordeiro Barboza – Pesquisador no Instituto Senai de Inovação em Sistemas Virtuais de Produção.

10:10 – O simulador de direção como ferramenta para o desenvolvimento profissional – Edson Teixeira – Coordenador de Desenvolvimento Profissional da Unidade de Deodoro do Sest-Senat 

10:30 – Supervia (tema a definir)

10:50 – Rodrigo Feitoza – Coordenador do Controle do Centro Operacional  – CCO e Treinamentos com o uso do Simulador de Direção do VLT (tema a definir)

11:50 – Apresentação dos resultados do Programa de Direção por Simulador da UCT/Fetranspor  – Palestrante: João Rodolfo de Sousa – Coordenador do Programa de Direção por Simulador da UCT/Fetranspor 

Conheça um pouco do PDS no vídeo abaixo.

Programa de Direção por Simulador

Motoristas de ônibus podem lidar com conflitos durante os jogos da Copa

Na Copa do Mundo, torcedores utilizam o transporte público para se deslocar pela cidade. Muitos preferem usar o ônibus para transitar entre bares e casas de amigos.

Pode surgir alguma situação em que o motorista profissional tenha que lidar com torcedores mais eufóricos e embriagados. Todo cuidado é pouco nessa hora, principalmente, por causa de possíveis conflitos entre passageiros.

A Universidade Corporativa do Transporte orienta ter cautela nesses momentos. Para guiar o motorista de ônibus, disponibilizamos alguns materiais, como o vídeo “Mediação de Conflito”.

E se o torcedor se comportar de maneira machista? Esta matéria relata como turistas brasileiros humilharam uma mulher russa, durante uma brincadeira, usando termos preconceituosos.

Tal comportamento pode se categorizar como assédio sexual, pois expõe a vítima ao constrangimento. Confira nossas dicas para lidar com este tipo de situação. Baixe os folhetos produzidos pela UCT:

https://uct.fetranspor.com.br/wp-content/uploads/2018/03/folder-a5-assedio.pdf

https://uct.fetranspor.com.br/wp-content/uploads/2018/03/folder-a5-assedio-verso.pdf

Receba as notícias da UCT pelo WhatsApp

As notícias da Universidade Corporativa do Transporte pegam carona em mais uma ferramenta de divulgação, além do habitual serviço de disparo por e-mail. O boletim semanal Expresso UCT será enviado pelo WhatsApp. Quem se cadastrar também poderá receber informações diárias do setor de transporte e da Universidade.

Mas, atenção:

  • o serviço é GRATUITO;  
  • não é uma central de atendimento ao passageiro;
  • não é um grupo de WhatsApp;
  • os números cadastrados terão sigilo total e não irão aparecer para os demais usuários.

Curtiu? Então, siga os passos abaixo:

  1. Adicione o número (21) 99796-2461 aos seus contatos.
  2. Em seguida, envie-nos uma mensagem pelo WhatsApp, solicitando o recebimento do boletim.
  3. Aguarde o nosso comunicado e, em breve, você receberá o Expresso UCT.

Redes sociais da UCT trazem curiosidades sobre países da Copa

O Twitter e o Facebook da Universidade Corporativa do Transporte publicam uma série de cards com curiosidades, como comportamento, cultura e mobilidade urbana, de alguns países que disputam a Copa do Mundo de 2018.

As redes sociais da UCT têm publicações fixas todas as terças e quintas-feiras. Nestes dias, um país será escolhido como destaque. E, nas datas em que o Brasil entrar em campo, o conteúdo será sobre o time adversário. Então, rodoviário, fique ligado e compartilhe!

 

BNDES seleciona projetos de Internet da Coisas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está com inscrições abertas para selecionar projetos-piloto de testes com soluções tecnológicas de Internet das Coisas (IoT) nas áreas de Cidades, Saúde e Rural.

Cada plano de projeto poderá apresentar até três casos de uso em um mesmo ambiente. No campo Cidades, os profissionais que trabalham com transportes podem inscrever projetos em Mobilidade, por exemplo.

Segundo o site da instituição, neste caso, o projeto tem que propor a redução de tempos de deslocamento, considerando as diferentes modalidades de veículos, e aumentar a atratividade dos transportes públicos.

Para saber mais, clique em BNDES Pilotos Iot.

Previsões para o mercado em 2017 apostam na tecnologia

Estudo revela relação entre infraestrutura rodoviária e acidentes de trânsito

A  infraestrutura de uma rodovia pode contribuir para que acidentes ocorram. Um estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra essa conclusão em números.

Nos trechos com avaliação positiva de pavimento, a gravidade dos acidentes aumenta quando as condições de sinalização da via pioram, por exemplo.

A sinalização deficiente é responsável pelo maior número de mortes. Nos trechos com sinalização considerada péssima, são 13,0 mortes a cada 100 acidentes (+52,9%). Onde a sinalização é ótima, o número cai para 8,5.

Outros dados:

  • 47,7% dos acidentes e das mortes ocorrem em trechos com problemas de pintura da faixa central (desgastada ou inexistente). Onde há problemas na pintura lateral, há uma concentração de 49,5% dos acidentes com vítimas e de 53,5% das mortes;
  • ausência de placa de limite de velocidade dobra o risco de morte. Onde as placas são ausentes, o índice de mortes por 10 km de extensão é de 19,9. Onde elas são presentes, cai para 10,2;
  • trechos com placas ilegíveis aumentam em 19,6% a chance de óbitos por acidentes em relação aos locais onde elas estão legíveis;
  • rodovias com traçado ruim matam mais. Nos trechos em que a geometria da via é considerada ótima (33,5 acidentes por 10 km de extensão), há mais acidentes do que os locais onde é péssima (7,3 acidentes por 10 km de extensão).
  • entretanto, o índice de mortes é bem maior onde o traçado é péssimo. Nas rodovias em que a geometria é péssima, são 13,3 mortes por 100 acidentes. Nas ótimas, são 7,0.

Por outro lado, trechos com pavimento ótimos ou bons concentram acidentes mais graves. Rodovias com pavimento ótimo têm 11,2 mortes a cada 100 acidentes. Em rodovias com pavimento péssimo, são 7,7 óbitos. A explicação para isso é que, nestas rodovias, o motorista tende a aumentar a velocidade do veículo durante o deslocamento.

No entanto, os fatores que contribuem para redução destes números são fiscalização mais ampla e regular e, principalmente, melhores condições das estradas.

Para saber mais, clique em “Acidentes Rodoviários e a Infraestrutura”.

Brasil: um país refém do diesel

Enquanto dezenas de países, desenvolvidos ou não, de todos os continentes, estão banindo as fontes fósseis, tanto para a geração de energia como para meio de transporte, o Brasil continua apostando no diesel como principal combustível para escoar a produção. Está aí, mais uma vez, o resultado.

Até 2050, toda a Comunidade Europeia, além da Califórnia e outros lugares, terá seus veículos movidos somente com energia renovável. Algumas nações já estão antecipando a mudança para antes de 2030. Além do viés ambiental, como a tecnologia exige muita pesquisa, investe- se fortemente na verdadeira inovação, gerando inúmeras oportunidades de negócios e geração de emprego.

Como exemplo, a energia solar foi responsável por um em cada 50 novos postos de trabalho criados nos EUA apenas em 2016. Já no Brasil, o país com a maior incidência de sol do mundo, inclusive aqui na Região Sul, essa fonte é altamente tributada e tratada com muito preconceito.

Em solo brasileiro, a geração de energia e combustível a partir da biomassa e biometano apenas engatinha e nem devidamente regulamentada está. O Brasil é um país que se orgulha do agronegócio, área que ainda depende de energia proveniente do petróleo para produzir, embora existam agricultores movendo seus tratores e gerando sua energia com dejetos animais.

Ao menos a energia eólica cresce aqui, justamente por ser subsidiada e financiada, apesar de teimarmos em manter viva a produção de carvão em grande escala. Mas e as demais fontes renováveis e verdadeiramente sustentáveis? Onde estão os ônibus elétricos? E as ciclovias, interligando as cidades e os demais modais de transporte? Sem falar, claro, das ferrovias e hidrovias.

Esses são alguns dos temas que serão abordados gratuitamente no Seminário Cidade Bem Tratada, nos dias 11 e 12 de junho, no auditório do Ministério Público de Porto Alegre. Entre as pautas somam-se ainda os resíduos sólidos e a água.
Será uma oportunidade para discutirmos por quanto tempo ainda continuaremos reféns de energias fósseis. Afinal, quando o Brasil vai entrar no século 21?

Artigo publicado no jornal Zero Hora.

SERVIÇO

7º Seminário Cidade Bem Tratada

Data: 11 e 12 de junho de 2018

Local: Auditório do Ministério Público  – Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80 – Porto Alegre (RS)

Inscrições gratuitas pelo site: www.cidadebemtratada.com.br

 

 

 

Mobilidade Urbana Sustentável e a mudança de mentalidade – parte II

Soluções precisam vencer resistências

O carro próprio, nas cidades brasileiras, continua sendo visto como essencial e insubstituível por muitos. Isso ocorre não apenas pelo status decorrente da propriedade de um carro, mas em virtude de décadas de um transporte público ineficiente, desconfortável e insuficiente.

Para mudar o comportamento do público em relação ao carro é preciso oferecer boas opções de transporte público. São necessários mais linhas de metrô, de trens e de ônibus, além das bicicletas e o incentivo ao transporte à pé, como a possibilidade de caminhar por praças de descanso, com bancos e facilidades para o pedestre.

É preciso estabelecer uma rede de serviços de transporte, que envolva a tecnologia da mobilidade, com informações para os usuários, como horários dos ônibus e trens em tempo real e alternativas complementares de compartilhamento de carros ou bicicletas.

O público precisa receber um serviço de transporte público que seja limpo, seguro e confortável, que seja conveniente para todos os segmentos sociais e não apenas para pessoas de baixa renda, mudando essa concepção, o que é essencial.

A opinião pública sobre o transporte público é muito importante para que possa ser aceito como substituto do carro próprio, ao lado da política de tarifas mais acessíveis e do planejamento inteligente de linhas.

As vantagens do compartilhamento

Estamos vendo acontecer muitas novidades em transporte compartilhado, não só de bicicletas, mas também de carros. A tendência de compartilhamento se confirma em todo o mundo, como forma de reduzir o trânsito intenso e diminuir as despesas com transporte. E surgem novas atitudes em relação ao meio ambiente e ao convívio na cidade.

No Brasil, os sistemas de carro compartilhado ainda não operam com frota própria, mas com cadastro de proprietários de veículos, em sites destinados a esse fim. Os interessados no acesso a um carro entram em contato com os proprietários e as empresas atuam como intermediárias.

Dessa forma, os proprietários garantem uma renda extra, quando não estão usando o veículo. Ao mesmo tempo, quem usa carro eventualmente pode evitar ou adiar a compra, o que resulta em uma menor frota nas ruas. Há várias empresas no Brasil trabalhando com esse sistema, como a Fleety, ZipCar e a Pegcar, oferecendo vários modelos, com preço compatível.

O compartilhamento de carros já é sucesso em outros países do mundo, como o Canadá, onde as próprias montadoras já entraram nesse mercado, com bons resultados. A opção do tipo mão única, em que se pode devolver o carro, estacionando em um local determinado, para que possa ser utilizado por outra pessoa, é a que faz mais sucesso. Há projeções para o crescimento do mercado mundial de carros compartilhados, que preveem um crescimento de 1.1 bilhão de dólares em 2015, para 6.5 bilhões de dólares em 2024.

O compartilhamento de carros oferece muitos atrativos. Entre eles, é possível experimentar várias marcas e modelos, anteriormente à decisão da compra, ou não, do veículo. O usuário pode compartilhar um carro popular durante a semana, escolher um utilitário para viajar nos fins de semana ou, ainda, usar uma van se está se mudando ou dando uma festa.

O que está em jogo, enfim, é um questionamento da necessidade de ser proprietário de um veículo e esse tipo de negócio ajuda a mudar a mentalidade a respeito da propriedade, favorecendo o bem estar coletivo dos moradores da cidade.

A mobilidade urbana sustentável

Para um sistema de transporte urbano que seja sustentável e melhore a qualidade de vida nas cidades, é preciso integrar as diversas alternativas individuais e coletivas, com criatividade e dando prioridade para as pessoas. Precisamos ter a esperança de que as ruas voltem a ser um local de convivência e esse não é apenas um sonho.

Existe entre especialistas em mobilidade a tendência de valorização da cidade, no sentido de que ela possa ser mais habitável, sustentável e justa. A mobilidade nas áreas urbanas é reconhecidamente importante para facilitar o crescimento e o emprego e para o desenvolvimento sustentável.

As soluções para os desafios da mobilidade urbana sustentável envolvem o uso de energias limpas, com incentivos à fabricação e à comercialização de veículos elétricos, de trens modernos, seguros e pontuais, ciclovias seguras, linhas de metrô bem planejadas, sistemas de compartilhamento de bicicletas públicas, compartilhamento de carros, ônibus movidos a biocombustível, confortáveis e limpos.

Em termos de criatividade, não podemos deixar de citar o teleférico (Metrocable) de Medellín, na Colômbia. Ele solucionou o problema do acesso dos moradores de locais íngremes e é integrado às linhas de metrô, não sendo apenas um equipamento turístico, como ocorre no Rio de Janeiro.

Medellín, que era considerada uma das cidades mais perigosas do mundo, na década de 1990, passou hoje a ser uma das mais inovadoras e progressistas, graças também ao seu excelente transporte público.

O teleférico opera desde 2004 e transporta mais de 30.000 pessoas por dia, mas, brevemente, será expandido para três novas linhas. Esse é um exemplo de desenvolvimento consciente para as necessidades sociais, integrando as populações mais pobres à vida da cidade.

Mobilidade Urbana Sustentável e a mudança de mentalidade – parte I

Baixe o novo Código de Conduta dos Motoristas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro

Atualizado em 25/06/2018

O “No Ponto Certo”, que surgiu por meio do decreto municipal 37.083, de 02/05/2013, ofereceu ações educativas que discutiram os temas do dia a dia dos condutores profissionais, abordando noções de ética e cidadania.

O programa educacional, promovido pela Universidade Corporativa do Transporte (UCT)-Fetranspor, realizou quase 60 oficinas. Ele incentivou e ajudou a organizar o primeiro código de conduta de motoristas do país, escrito pelos próprios profissionais. Participaram cerca de 12 mil condutores da cidade do Rio de Janeiro.

Em 2014, a UCT preparou os RHs das empresas de ônibus como multiplicadores para continuar a disseminar os conteúdos.

Atualmente, as empresas de ônibus do estado do Rio de Janeiro podem participar do Programa de Adesão ao Código de Conduta, enviando e-mail para contato@uct-fetranspor.com.br.

Clique aqui para baixar o documento. 

Clique na imagem e baixe o Código | Arte: UCT
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Para reduzir o déficit da mobilidade urbana

O anseio por melhorias de locomoção nas cidades é frequentemente respondido com construção de vias expressas, alargamento de ruas e asfaltamento.

Porém, estudos mostram que tais investimentos estimulam o uso cada vez maior de carros e motos, principais responsáveis pelo aumento de acidentes, poluição, custos e congestionamentos.

Para combater tal contradição, a Política Nacional de Mobilidade Urbana definiu como diretriz a priorização dos serviços de Transporte Público Coletivo (TPC) sobre o transporte individual motorizado.

Viabilizar esse setor não é trivial. A receita tarifária não cobre o custo do negócio, cuja existência só se justifica, aqui e em todo o mundo, pelos benefícios sociais, econômicos e ambientais.

No Brasil, tenta-se superar isso com reajustes tarifários e subsídio público, o que esbarra na opinião pública e em restrições fiscais.

E, sem recursos, compromete-se a qualidade do serviço e postergam-se investimentos.

Em 2015, o BNDES estimou um déficit de 1.633 kms de sistemas sobre trilhos e BRTs, ou R$ 234 bilhões. Cifras impressionantes, mas não inalcançáveis.

A boa notícia é que há margem para redução de custos operacionais mediante diminuição de ineficiências e riscos econômico-financeiros.

E, mesmo sem revisão de tarifa, há potencial de incremento da receita via aumento da demanda atendida.

A má notícia é que ainda serão necessários recursos externos à operação, que não convém mais dependerem do orçamento público.

Para auxiliar o enfrentamento da questão, o BNDES elaborou 10 medidas com impacto direto na viabilidade do TPC, divididas em 3 eixos.

Eixo de aumento de receitas:

  • 1) evitar competição entre modos de TPC;
  • 2) desestimular o uso isolado de carros e motos;
  • 3) melhorar a infraestrutura para pedestres e bicicletas e integrá-la ao TPC;
  • 4) elaborar políticas de uso do solo que promovam adensamento e diversificação de atividades em torno das estações de TPC em todas as áreas da cidade.

Eixo de redução de custos e riscos associados:

  • 5) planejar o sistema de transporte de forma integrada;
  • 6) racionalizar a escolha das tecnologias a implantar;
  • 7) otimizar a estrutura de custos de operação;
  • 8) instituir agência reguladora técnica e independente;
  • 9) manter um corpo funcional qualificado na administração pública.

Eixo de diminuição da dependência do orçamento público, hoje utilizado para cobrir custos de construção e operação:

  • 10) criar fontes de recursos estáveis e exclusivas que também desencorajem o uso de carros e motos, como taxação de combustíveis, cobrança por congestionamentos e pagamento por estacionamentos.

Assim, o gestor facilita a obtenção de apoio consultivo e financeiro para estruturar e implementar seus projetos.

O BNDES, o ministério das Cidades e a Cooperação Financeira Alemã, via KfW, lançaram recentemente o Guia TPC para seleção de tecnologias e implementação de projetos, que aborda essas medidas.

Artigo publicado no jornal O Globo.

Recuperação do setor de transportes ainda é lenta, diz pesquisa CNT

Neste ano, o setor de transporte teve uma ligeira alta de 2,3% no volume de serviços e de 8,7% na receita nominal.  Mas, é bom lembrar que, em 2016, foi registrada uma queda de 6,8%, segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

A pesquisa também mostra que, em 2017, as empresas de transporte aumentaram, de maneira tímida, o ritmo de aquisições de veículos para transporte de cargas e de passageiros.

No ano passado, foram registrados 88,62 mil licenciamentos de caminhões, ônibus e implementos rodoviários no Brasil. Um crescimento de 4,4% em relação a 2016. Mas, em comparação com 2013, o dado chegava a 154,58 mil licenciamentos registrados.

A queda no número de licenciamentos afetou o tamanho e a idade da frota nacional. Em 2017, a frota circulante total de veículos aumentou 1,2% se comparada com 2016. Já a frota de caminhões teve crescimento de apenas 0,2% e a de ônibus registrou queda de 0,9%.

A CNT aponta que, devido à crise econômica e ao aumento de registros de roubos de cargas no Rio de Janeiro, a recuperação do fluxo do transporte rodoviário em 2017 está mais lenta e se mantém em índices negativos.

Enquanto São Paulo e Paraná registram alta de 2% e 3,8% respectivamente, o Rio apresenta uma redução de 1,5%.

 Investimentos em queda

O levantamento da CNT também aponta que os investimentos públicos federais em infraestrutura de transporte vêm sofrendo redução, comparados há seis anos.

Esse é o percentual investido do Produto Interno Bruto (PIB) no setor:

  • 2012: 0,25%
  • 2016: 0,18%
  • 2017: 0,16%

Ainda de acordo com a entidade, seria necessário cerca de R$ 1 trilhão para a solução dos problemas da infraestrutura no Brasil. E, se o país continuar nesse ritmo de 2017, o país levaria cerca de 100 anos para a realização de todas as intervenções identificadas no Plano CNT de Transporte e Logística.

Mobilidade Urbana Sustentável e a mudança de mentalidade – parte I

A situação da mobilidade urbana no Brasil gera tensão diária nos moradores das grandes cidades, em seus deslocamentos para o trabalho, a escola, o médico, tornando-se um desafio cotidiano.

Além de poluição gerada pelos congestionamentos, há atrasos na entrega de mercadorias e serviços.

O morador enfrenta obstáculos para caminhar em calçadas impróprias, ciclovias insuficientes, distâncias enormes, muitas horas perdidas no trânsito.

Segundo estudo realizado pela organização TomTom Traffic, o Rio de Janeiro ficou em quarto lugar no mundo, entre as cidades onde se perde mais tempo no trânsito, são 43 minutos diários e 164 horas por ano, sendo a cidade mais congestionada da América do Sul.

O morador das grandes cidades brasileiras precisa se locomover atravessando grandes distâncias, em um espaço público que é disputado por pedestres, carros, bicicletas, ônibus, metrôs e trens. A destinação prioritária das ruas e sua ocupação, no entanto, continua a ser dos carros, em um país cuja frota desse tipo de veículo chegou a quase 36 milhões em 2016.

Ao contrário do que a situação exige, a frota dos ônibus, destinados ao transporte coletivo nas cidades, diminuiu 0,9%, segundo relatório do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), com base nos dados dos Detrans e Denatran, divulgado em maio de 2017.

A mudança de comportamento e a mobilidade urbana sustentável

É ilusório imaginar que se pode atingir o objetivo de mobilidade urbana eficiente e sustentável para todos sem uma mudança de comportamento das pessoas. É o que argumenta Jonna McKone em artigo publicado no TheCityFix (World Resources Institute).

Para que os atuais padrões de deslocamento nas cidades possam mudar, é preciso pensar em maneiras de influenciar e alterar as maneiras como a população adota seus hábitos de vida. E a mudança significa deslocar o foco principal do transporte urbano dos carros para as pessoas e o meio ambiente.

As políticas públicas precisam se antecipar e planejar o melhor uso do solo e dos transportes públicos para que haja uma mudança no estilo de vida. Os espaços públicos devem encorajar o transporte a pé e as bicicletas, favorecendo a criação de locais de socialização e comunicação.

Na cidade de São Paulo, no entanto, o que vem acontecendo é que a atual administração municipal vem revertendo a política de incentivo ao uso das bicicletas, com a criação de ciclovias, o que foi a marca da administração anterior, do prefeito Fernando Haddad (PT). Depois de diversas medidas tomadas, como redução da segurança nas ciclovias e aumento da velocidade permitida nas vias expressas marginais, aumentou em 48% o número de mortes de ciclistas na cidade, em 2017.

Entre as medidas tomadas pela prefeitura da cidade está o cancelamento de trechos de ciclovias, no Morumbi, zona oeste, e na Vila Maria, zona norte. Essas ações removeram as sinalizações do solo para segurança do ciclista, como pintura vermelha, linha branca e tachas refletoras, sem nenhum aviso prévio ou justificativa. As ciclovias, nesses locais, são utilizadas por trabalhadores no seu deslocamento para o trabalho, principalmente nos horários de pico, de manhã e à tarde.

Essas medidas estão na contramão de todos os estudos já realizados sobre a utilidade do uso da bicicleta na cidade, um meio de transporte muito mais barato do que o carro e que pode ser uma alternativa para pequenos deslocamentos também para quem faz uso do veículo. Não é só o transporte por bicicleta que está crescendo no mundo todo, como também o compartilhamento de bikes.

Há outras formas de deslocamento diferentes que não seja necessariamente dirigir o próprio carro. Quanto mais as pessoas usam a bicicleta, por exemplo, mais as ruas se tornam seguras para todos, especialmente para crianças e idosos e outros usuários vulneráveis. As cidades que implementaram o compartilhamento das bicicletas também adotaram a infraestrutura necessária, o que é essencial para que as pessoas usem a rua de formas diferentes.

Mobilidade Urbana Sustentável e a mudança de mentalidade – parte II

 

O trânsito nosso de cada dia

Pequenas atitudes evitam grandes problemas

A necessidade de deslocamento da população dos grandes centros urbanos é um desafio para vários campos do conhecimento, como Engenharia, Arquitetura, Urbanismo, Economia, Geografia, Sociologia e Psicologia.  

Profissionais dessas áreas se aperfeiçoam, se atualizam, pesquisam e propõem condições melhores para que a população gaste menos tempo para chegar em casa ou ao destino desejado.

Sabemos que o deslocamento diário é feito por “PESSOAS” que conduzem os transportes coletivos. Isto merece a nossa atenção.

Seja a pé, sobre trilhos, e duas rodas ou quatro rodas, é inerente ao ser humano a movimentação de um canto a outro.

Transitando pelas ruas, avenidas e vias expressas, não é raro encontrarmos brigas, acidentes, atropelamentos e engarrafamentos, que geram e são motivados pela violência urbana.

Nesses anos de pesquisa, quando tive contato com motoristas, percebi a disposição destes condutores profissionais para exercerem sua função assertivamente e gentilmente.

O trânsito é dinâmico, é um movimento contínuo e depende muito do nosso comportamento. Seja como condutores ou usuários, a responsabilidade na direção está ligada à preservação da vida.

Não há nada que repare o dano de uma vida perdida no trânsito nosso de cada dia. O trabalho das inúmeras áreas do conhecimento em prol da mobilidade urbana só é efetivo se houver o comprometimento de cada PESSOA que compõe o trânsito.

De acordo com um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o quinto país com o trânsito mais violento do mundo. São mais de 200 mortes para cada 100 mil veículos. Lamentavelmente esta estatística é recente e não estamos conseguindo mudar esta realidade.

Segundo especialistas, a legislação brasileira é forte, mas nem sempre é colocada em prática.

Certamente, as causas dessa violência no trânsito são multifatoriais e envolvem a falta de sinalização nas vias, o uso de substâncias psicoativas e a direção.

É necessário destacar também que a falta de gentileza e o excesso de confiança dos motoristas na direção são pontos fortes para a manutenção da triste estatística no país.

Parece-me que, respeitar os sinais de trânsito, os limites de velocidade e a preferência da via são substituídos pela emergência constante e a pressa insana que cega muitos condutores.

PESSOAS necessitam se deslocar. PESSOAS dirigem e trabalham para a eficiência deste deslocamento. PESSOAS são insubstituíveis. PESSOAS necessitam ter consciência no trânsito.

PESSOAS precisam de autocontrole para trabalhar, dirigir valorizando PESSOAS.

Há uma urgência muito maior do que a pressa diária: RESPEITAR, PRESERVAR, VALORIZAR A VIDA! Pequenas atitudes evitam mortes no trânsito.

Para saber mais:

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1369847817300682

http://www.faminas.edu.br/upload/downloads/20150409151107_138511.pdf

https://globoplay.globo.com/v/6710731/