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UCT Recomenda

28/11/2017

Vamos falar sobre HIV/Aids no trabalho?

O dia 1 de dezembro é a data que marca a luta mundial contra o HIV/Aids e dá o pontapé inicial para a campanha “Dezembro Vermelho”, como forma de conscientização.

O relatório das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) aponta que, até meados de 2017, mais de 20 milhões de pessoas no mundo tiveram acesso ao tratamento. Só para se ter uma ideia, esse número não passava de 600 mil há duas décadas atrás.

Embora haja avanço na adesão ao tratamento, não se pode dizer o mesmo sobre o debate no universo corporativo. Segundo um estudo recente do Ministério da Saúde:

  • 14% das empresas realizaram ações e programas sobre o assunto;
  • 47,8% relataram a falta de necessidade como motivo para não realizarem ações, projetos e programas sobre HIV, Aids e outras DSTs;
  • cerca de 23% das empresas explicaram que ações de prevenção não são prioritárias;
  • 13% demonstraram falta de interesse.

Em entrevista ao Blog Huma, Marcela Arruda, representante do Ministério da Saúde, destaca algumas respostas de empresas que justificaram a não realização dos programas focados em HIV/Aids:

“Na minha empresa, todas as pessoas são casadas.”

“Aqui na empresa só tem um homossexual.”

“A minha cidade é pequena e não tem Aids por aqui.”

Nota-se que ainda há um longo caminho para combater a falta de informação e preconceito sobre o HIV/Aids.

Diante disso, a Universidade Corporativa do Transporte incentiva a abordagem do tema dentro das empresas, de acordo com as recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segue um resumo desses princípios:

  • priorizar a prevenção de todos os meios de transmissão do vírus;
  • não discriminar ou estigmatizar trabalhadores e candidatos à vaga de emprego que tenham contraído (mesmo que supostamente) o HIV ou que pertençam a regiões ou segmentos da sociedade considerados sob maior risco de vulnerabilidade à infecção;
  • facilitar no local de trabalho o acesso a serviços de tratamento, atenção e apoio em relação a HIV e Aids;
  • reconhecer e reforçar a participação dos trabalhadores e o seu envolvimento na concepção, implementação e avaliação dos programas;
  • proporcionar proteção à privacidade, incluindo a confidencialidade relacionada ao HIV e à Aids;
  • não obrigar o trabalhador a realizar o teste de HIV ou revelar seu estado sorológico de HIV;
  • proteger trabalhadores em ocupações particularmente expostas ao risco de transmissão do HIV;
  • não negar aos trabalhadores, com doenças relacionadas ao HIV, a possibilidade de continuar trabalhando;
  • facilitar o retorno dessas pessoas ao trabalho por meio de incentivos;
  • adaptar as estratégias de prevenção às condições nacionais e aos tipos de lugar de trabalho, além de levar em consideração aspectos econômicos, sociais, culturais e de gênero;
  • garantir informações relevantes, oportunas e atualizadas, em um formato e linguagem culturalmente adequados, mediante os diferentes canais de comunicação disponíveis;
  • inserir informações para compreender e reduzir o risco de todas as formas de infecção pelo HIV, inclusive a transmissão de mãe para filho, e entender a importância da mudança de comportamentos de risco associados à infecção;
  • incentivar os trabalhadores a conhecer o seu próprio estado sorológico, com aconselhamento e teste voluntário;
  • estimular ou oferecer acesso a todos os métodos de prevenção necessários, em particular preservativos masculinos e femininos e, quando adequado, informações sobre seu uso correto, além do acesso a medidas de profilaxia pós-exposição (PEP);
  • garantir testes e diagnósticos voluntários e livres de qualquer coerção;
  • manter os programas de testagem, de acordo com as diretrizes internacionais de confidencialidade, aconselhamento e consentimento;
  • assegurar que os resultados dos testes de HIV sejam confidenciais, sem comprometer o acesso ao emprego, a estabilidade, a segurança no trabalho ou oportunidades para o avanço profissional.

Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse Recomendação sobre o HIV e a Aids e o Mundo do Trabalho.

Se você tem dúvidas sobre os principais termos relacionados ao HIV/Aids, acesse a nossa Biblioteca UCT.

Para coleta gratuita de materiais informativos e de prevenção, entre em contato com a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia).